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22/10/10

Assembling the Ingredients



Esta é a primeira parte de uma série dedicada à compreensão dos elementos básicos da música. A conferencista e pianista Orli Shaham fala e ilustra os fundamentos da melodia. A apresentação integra a audição de cinco duos para violino de Bela Bartok, interpretados por Arnaud Sussmann e Harumi Rhodes.




26/03/10

Afinal Paganini está vivo...



Um filme virtual realizado e montado a partir de imagens captadas no ambiente virtual Second Life.
O tema é a música e interpretação "diabólica" de Paganini.
De interesse, para os mais curiosos, é a mesma plataforma virtual Second Life. Todo um mundo para explorar (penso que esta ligação, em forma de curtos vídeos introdutórios, captará a vossa atenção ou curiosidade).

22/02/10

Benjamin Zander: "You don't cry in time"

London Masterclasses. Direcção de orquestra, com Benjamin Zander

“You don’t cry in time”, são as palavras de Benjamim Zander para falar de rubato

Começarei por dizer que não sou grande fã de masterclasses. Já tive experiências muito gratificantes, das quais consegui extrair maneiras novas de olhar sobre a música. Mas essas situações foram poucas, comparativamente com as muitas em que a masterclass apenas servia como um culto a personalidade do master, por vezes com resultados pedagógicos pobres, ou mesmo desastrosos para a estabilidade emocional dos alunos!

Este vídeo ilustra excelentemente as masterclasses que têm também o poder de insuflar paixão e inteligência nas pessoas. Zander tem a capacidade de transcender a música, de conectar cada som com a experiência humana, de comunicar essa experiência de forma que pode ser, ao mesmo tempo, acessível mesmo para leigos, e significativo para os profissionais.

Mas o que mais me emociona em Zander e a sua forma de comunicar e chegar ao núcleo das pessoas com quem trabalha, o para as que fala. A sua masterclass é muito mais do que uma reunião de especialistas á procura de um conhecimento superior; é, na minha opinião, uma afirmação da capacidade humana para compreender, para transcender, para projectar e para partilhar a beleza.

Tentem não perder.

Aaron Copland

(Adaptado das notas ao programa)

Aaron Copland, Fanfare for America

Estonian Philharmonic Chamber Choir & The Tallinn Chamber Orchestra

Dirigidos por Tsnu Kaljuste

Aaron Copland (1900-1990) é o mais conhecido e apreciado por algumas composições extremamente populares, que escreveu no período 1936-49, como por exemplo Appalachian Spring, Billy the Kid e Rodeo. Ele foi um dos primeiros a captar a essência da vida americana em som. Juntamente com Gershwin, Bernstein e Ives,  criou a música que reflecte o mundo em que vivia.

Este documentário analisa a forma como um cidadão de Nova Yorke, russo de origem judaica, chegou a escrever uma música contagiante e acessível, que estabeleceu uma "voz" própria para a música americana.

O filme relata facetas da sua vida e carreira, utilizando filmes de arquivo e outras filmagens especiais para recordar a infância de Colpland no Brooklyn, a sua viagem a Paris entre 1921-24, onde continuou os seus estudos musicais com Nadia Boulanger, onde foi absorvido pelo ambiente de avantgarde daquele meio cultural. Stravinsky foi também uma influência marcante no seu trabalho. No seu retorno aos Estados Unidos, demonstrou uma determinação enérgica para criar um "som" americano, que fosse capaz de expressar o optimismo e estilo directo da vida no Novo Mundo, com a sua mistura multi-racial.

O filme evoca também a vida de Copland em Nova York, como jovem e ainda obscuro compositor, numa época em que viveu com simplicidade, e trabalhou com grande disciplina, absorvendo as linguagens do jazz e do ragtime. Finalmente, chega ao seu ano de sucesso, que lhe trouxe um grau de popularidade raramente alcançado por um compositor contemporâneo clássico.

O documentário inclui excertos de entrevistas com Copland, com seu biógrafo, Howard Pollack, e com o maestro americano Hugh Wolff, um expoente da sua música. Wolff também dirige a Frankfurt Radio Symphony Orchestra em passagens de algumas das mais famosas obras do compositor, incluindo Fanfare for a Simple Man, Symphony No. 3, 12 Poems by Emily Dickinson (com a mezzo soprano Stella Doufexis), El Salon México, etc.. Aparece um excerto de um vídeo de Benny Goodman, a tocar o Concerto para Clarinete por ele encomendado ao compositor, bem como imagens de Leonard Bernstein dirigindo o  Lincoln Portrait para orador e orquestra, e dança de Martha Graham para Appalachian Spring.






17/12/09

Bobby McFerrin fala de música e cultura

Resulta que Bobby McFerrin fala tão bem como canta...Nesta pequena intervenção, McFerrin fala do conceito de música em Africa, onde a arte não é identificada com peças concretas, nem com repertórios, mas sim está integrada na própria vida, de formas difíceis de compreender para um ocidental...
E no entanto, será bom fazermos o esforço de perceber...

Ver vídeo


My friend Yo-Yo Ma, when we first met, we were very, very interested in each other’s music. I was starting to work on conducting, and he was very interested in improvisation. So we had many, many conversations about this. And he knew that he had to do something for his music-making, that had something that would take him to a deeper place in himself. And so after a few years of talking about this, he went to Africa and he went to Botswana, he went to not a town but sort of out in a village somewhere. Lots and lots and lots of music-making and what have you. But in the beginning, there’s two stories that defined and shaped my musical life ever since I had heard them. “Well,” I thought “I have to make music like that.”
The first story is where when he arrived in this village, there was an interpreter who was trying to explain to the villagers that Yo-Yo Ma was going to play a concert at 7:30 at this place somewhere. And they had a hard time comprehending this for two reasons. One, they didn’t understand why they had to wait to hear music. Why did we have to wait to hear him play? And why do we have to leave where we are to go somewhere else to hear it. Because music was so integrated in their life. They had no concept of performance because music was so much a part of their lives, that there was no such thing as it. People were simply getting together and playing and they were celebrating everything. They were celebrating life, birth, harvest, hunting, you know, everything. So this I thought, “Okay I want to be the kind of musician where music is with me whether I’m on stage or not.” And when I’m on stage there’s nothing different except maybe the space. But what I’ve taken on stage with me is the same, it’s not different, it’s just being myself, the same self that I am just when I’m just getting out of bed in the morning, It’s the same musical self that I take with me on stage.
The second story is this: when Yo-Yo wanted to leave, when it was time to go—he’d been there for a couple of weeks, I think—he wanted to take some music with him to remind him about the experience. And the village shaman shared one of the village songs, and Yo Yo took out his manuscript so he could write it down. And the shaman is saying (singing notes) and Yo-Yo said, “Stop, I need to write this down.” So he writes it down. And he says, “Play it again, I want to make sure I got this right.” And the shaman sings (sings notes). And Yo Yo is saying But that’s not the piece you sang before. The shaman laughed and said “The first time I sang it there was a herd of antelope in the distance and a cloud was passing over the sun.” So this is the part that we lost. Every time a piece of music is played, one time there is a herd of antelope, and one time there’s not. And we turn in these cookie-cutter performances. Everything is so laid down and regimented and locked-in and so rehearsed, that they squeeze the life out of it. It no longer has any life in it because no one is open to surprise, no one is open to any spontaneous event that can happen. Everything is just dictated, and this is the way it’s gonna be. I think that’s the part that we’ve lost.

06/12/09

18/10/08