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14/02/11

In Freundschaft

Este é o suporte digital que serviu de base para a apresentação sobre esta peça para clarinete solo de K. H. Stockhausen (autor: Hugo Leite).

[Zoom necessário! :-)]
In Freundschaft

17/12/10

BERLIOZ -- SINFONIA FANTASTICA

Para aqueles que possam ter perdido a apresentação de Sofia Brito sobre a Sinfonia Fantástica de Berlioz, fica aqui o suporte em PP (estes slides contém mais texto, para suprir a falta da apresentadora!).
Infelizmente, as ligações aos excertos não funcionam sem o CD, mas quem quiser ouvir não terá problema...Gravações desta obra não faltam!

Aconselhamos vivamente visitar a ligação para Keeping Score, a presentação multimedia que o site da Orquestra de S.Francisco dedica à esta obra. Não percam!

Sinfonia Fantástica apresentação

22/10/10

Assembling the Ingredients



Esta é a primeira parte de uma série dedicada à compreensão dos elementos básicos da música. A conferencista e pianista Orli Shaham fala e ilustra os fundamentos da melodia. A apresentação integra a audição de cinco duos para violino de Bela Bartok, interpretados por Arnaud Sussmann e Harumi Rhodes.




21/10/10

Angela Hewitt (The Chamber Music Society)

Nesta masterclass, a eminente Angela Hewitt discute a interpretação do repertório para tecla de Bach com um grupo de estudantes de piano.



Master Class with Angela Hewitt from The Chamber Music Society on Vimeo.

14/10/10

Inside Chamber Music com Bruce Adolphe: Claude Debussy: Languorous Ecstasy



Para iniciar a actividade no blog para este ano acadêmico, queria mostrar aqui uma das pessoas que mais aprecio como comunicador e apresentador de música.

Bruce Adolphe, compositor, poeta, educador e divulgador, ligado ao Lincoln Center de New York é alguém que provavelmente aprenderão a apreciar.




Inside Chamber Music with Bruce Adolphe: Claude Debussy: Languorous Ecstasy from The Chamber Music Society on Vimeo.

26/03/10

Afinal Paganini está vivo...



Um filme virtual realizado e montado a partir de imagens captadas no ambiente virtual Second Life.
O tema é a música e interpretação "diabólica" de Paganini.
De interesse, para os mais curiosos, é a mesma plataforma virtual Second Life. Todo um mundo para explorar (penso que esta ligação, em forma de curtos vídeos introdutórios, captará a vossa atenção ou curiosidade).

03/03/10

Auto-expressão através da improvisação

Um convite para todos!


Do Improviso ao Repertório

(traduzido e adaptado do comentário no próprio site):


Susan McClary, professora de Musicologia na Universidade da Califórnia, Los Angeles, aborda a história da improvisação na música ocidental. O vídeo fala da transição para um paradigma que marca a mudança desde um modelo em que a música era 'composta', essencialmente, a partir de um sistema bastante aberto de notação simplificada, nos séculos 17 e anteriores, para um modelo mais estático, baseado num sistema de notação muito mais pormenorizado na era clássica e seguintes. Essa mudança de paradigma coincide também com o surgimento de um canon de obras, ou "repertório", noção inexistente nas décadas anteriores ao fim do século XVIII.


22/02/10

Benjamin Zander: "You don't cry in time"

London Masterclasses. Direcção de orquestra, com Benjamin Zander

“You don’t cry in time”, são as palavras de Benjamim Zander para falar de rubato

Começarei por dizer que não sou grande fã de masterclasses. Já tive experiências muito gratificantes, das quais consegui extrair maneiras novas de olhar sobre a música. Mas essas situações foram poucas, comparativamente com as muitas em que a masterclass apenas servia como um culto a personalidade do master, por vezes com resultados pedagógicos pobres, ou mesmo desastrosos para a estabilidade emocional dos alunos!

Este vídeo ilustra excelentemente as masterclasses que têm também o poder de insuflar paixão e inteligência nas pessoas. Zander tem a capacidade de transcender a música, de conectar cada som com a experiência humana, de comunicar essa experiência de forma que pode ser, ao mesmo tempo, acessível mesmo para leigos, e significativo para os profissionais.

Mas o que mais me emociona em Zander e a sua forma de comunicar e chegar ao núcleo das pessoas com quem trabalha, o para as que fala. A sua masterclass é muito mais do que uma reunião de especialistas á procura de um conhecimento superior; é, na minha opinião, uma afirmação da capacidade humana para compreender, para transcender, para projectar e para partilhar a beleza.

Tentem não perder.

Aaron Copland

(Adaptado das notas ao programa)

Aaron Copland, Fanfare for America

Estonian Philharmonic Chamber Choir & The Tallinn Chamber Orchestra

Dirigidos por Tsnu Kaljuste

Aaron Copland (1900-1990) é o mais conhecido e apreciado por algumas composições extremamente populares, que escreveu no período 1936-49, como por exemplo Appalachian Spring, Billy the Kid e Rodeo. Ele foi um dos primeiros a captar a essência da vida americana em som. Juntamente com Gershwin, Bernstein e Ives,  criou a música que reflecte o mundo em que vivia.

Este documentário analisa a forma como um cidadão de Nova Yorke, russo de origem judaica, chegou a escrever uma música contagiante e acessível, que estabeleceu uma "voz" própria para a música americana.

O filme relata facetas da sua vida e carreira, utilizando filmes de arquivo e outras filmagens especiais para recordar a infância de Colpland no Brooklyn, a sua viagem a Paris entre 1921-24, onde continuou os seus estudos musicais com Nadia Boulanger, onde foi absorvido pelo ambiente de avantgarde daquele meio cultural. Stravinsky foi também uma influência marcante no seu trabalho. No seu retorno aos Estados Unidos, demonstrou uma determinação enérgica para criar um "som" americano, que fosse capaz de expressar o optimismo e estilo directo da vida no Novo Mundo, com a sua mistura multi-racial.

O filme evoca também a vida de Copland em Nova York, como jovem e ainda obscuro compositor, numa época em que viveu com simplicidade, e trabalhou com grande disciplina, absorvendo as linguagens do jazz e do ragtime. Finalmente, chega ao seu ano de sucesso, que lhe trouxe um grau de popularidade raramente alcançado por um compositor contemporâneo clássico.

O documentário inclui excertos de entrevistas com Copland, com seu biógrafo, Howard Pollack, e com o maestro americano Hugh Wolff, um expoente da sua música. Wolff também dirige a Frankfurt Radio Symphony Orchestra em passagens de algumas das mais famosas obras do compositor, incluindo Fanfare for a Simple Man, Symphony No. 3, 12 Poems by Emily Dickinson (com a mezzo soprano Stella Doufexis), El Salon México, etc.. Aparece um excerto de um vídeo de Benny Goodman, a tocar o Concerto para Clarinete por ele encomendado ao compositor, bem como imagens de Leonard Bernstein dirigindo o  Lincoln Portrait para orador e orquestra, e dança de Martha Graham para Appalachian Spring.






18/02/10

Próximas apresentações: 5 de Março


Olá a todos! Queria anunciar as próximas intervenções dos colegas na classe de Repertório II, no próximo dia 5 de Março. 


Luís Duarte - "Três Epitáfios", para piano, de Fernando Lopes-Graça

Filipe Fonseca - "The Garden of Love" (Jacob ter Veldhuis) para saxofone soprano e  gravação.





Marline Apolinário - Jorge Peixinho "A flor das Águas Verdes".
Podem descarregar o ficheiro áudio aqui


Partitura da peça:

À Flor das Verdes Águas_Jorge Peixinho

28/12/09

Eles gostavam de ópera mas não sabiam!

Traduzido do site www.esoqueseconocecomolaopera.com

Um día qualquer de mercado, a música começa a soar entre as barracas de frutas e legumes. Fragmentos da Traviata de Verdi, interpretados no meio do Mercado Central de Valencia (Espanha). Os rostos dos clientes, surpreendidos com a magia da arte, nos fazem recuperar a confiança no bom gosto. O gosto pela boa fruta e legumes, o champagne, a música e a vida. Dis-frutem!

30/11/09

TOWARDS THE LIGHT: Documentário sobre A. Scriabin

Este documentário sobre a peculiar vida e música do compositor russo Alexander Scriabin(1872-1915) ilumina a compreensão da sua obra e das ideias misticas que foram a sua inspiração.
(Não se esqueçam de expandir a janela para ecrã inteiro).

23/11/09

Lamento di Maria Stuarda, de Carissimi




Brevemente, teremos em classe uma sessão sobre esta peça de bravura, de Carissimi: o Lamento di Maria Stuarda. Maria Stuarda, ou Mary Stuart, foi a  rainha dos escoceses que viria a ser decapitada  no século XVI, após um longo periodo de prisão e a acusação de ter tentado assasinar a rainha Elizabeth.
A voz é de Patrizia Ciofi.


17/11/09

O diabólico Paganini

Os que assistiram à apresentação de Juan Mansilla sobre o Carnaval op. 9 de Schumann, lembrarão a súbita interrupção que Paganini, faz no meio da festa, atraindo todas as atenções com a sua magnética personalidade, fama e glamour. Na peça de Schumann a entrada de Paganini era apresentada como inoportuna e fora de lugar (uma consequência da fraca opinião de Robert pela música de Niccolò).
Para não deixar Paganini muito humilhado, pensei em traduzir este excelente post do jrtapia, que podem ler enquanto ouvem/vêm A Campanella, estudo de Liszt-PAganini tocado pelo Evgeny Kissin:


(Traduzido livremente do post "N. Paganini - F. Liszt: La campanella", no blog Audición y Apreciación musical):


A 9 de março de 1831, Niccolò Paganini dava seus primeiros concertos em Paris. Durante os anos anteriores muitas histórias corriam de boca em boca sobre este génio do violino, estranho e enervante. Quando, bem na década de quarenta, a sua figura misteriosa finalmente surgiu em Viena, Paris e Londres, para confirmar a legenda que lhe precedia, o efeito foi indescritível.

Um novo e demoníaco estilo performativo (estas é a palavra mais frequente em tudo o que foi escrito sobre Paganini), com um abandono selvagem, saltou dos seus dedos, acabando com a compostura de todos os que ouviram. O seu aspecto magro e murcho, e sua expressão selvagem eram os complementos aterradores da música que tocava. Não admira que lhe fossem atribuídos pactos com o diabo.

A sua paranóia chegou ao ponto de dar as partituras de suas obras para orquestra só para os ensaios, e recolhe-las imediatamente após o concerto, para evitar que fossem copiadas. Quase nada de sua produção foi publicada durante a sua vida.

Franz Liszt estava na platéia durante essa noite de 1831. Nunca se recuperou da experiência. "Durante duas semanas, a minha mente e minhas mãos eram as de um louco", ele escreveu para seu discípulo Pierre Wolff. "Prático quatro a cinco horas por dia ... Se eu não enlouquecer, você vai encontrar em mim um verdadeiro artista. Deus, quanto sofrimento e miséria, tanta agonia nessas quatro cordas!"

A magia pura de Paganini, o acrobata músico, deixou Liszt sem fôlego e o levou-o a desejar ser o Paganini do teclado. Mergulhou nos 24 Caprichos do italiano e, em 1838, apresentou a transcrição de cinco deles como Transcendental Etudes d'après Paganini. "Intocáveis", é o adjetivo mais suave que lhes foi atribuído. Intocáveis eram, de facto, pelo menos na sua primeira versão. Liszt realizou duas versões destes estudos, a primeira no mesmo ano de 1838, e a segunda e última em 1851, um ano antes de escrever uma das maiores obras já compostas para o piano: a Sonata em Si menor.

A versão 1851, que é a mais comum hoje, foi intitulada Grandes Études de Paganini. Além das cinco transcrições dos Caprichos, a série incluia uma transcrição do segundo movimento do Concerto para Violino em Si menor do genovês: La Campanella. A transcrição para piano é em Sol # menor.

Para os mais curiosos, este documentário fascinante sobre a figura de Paganini

"Paganini's Daemon : A Most Enduring Legend". Vale a pena!

Six Épigraphes Antigues - Debussy (II)

Aproveito esta mensagem para deixar a apresentação de slides do Luís Duarte, sobre esta peça de Debussy. Podem ouvir novamente a música e ler a partitura neste post publicado no dia 28/10/09.
Six Epigraphes Antiques_Debussy

16/11/09

Anthony Plog: Three miniatures for tuba and piano

Uma das sessões da próxima 6ª feira, dia 20 de Novembro, terá como objecto as Três Miniaturas para tuba e piano, do compositor norte-americano Anthony Plog.

Como sempre, deixo aqui a partitura e uma versão em vídeo da peça, para criar uma familiaridade com a música antes da apresentação.

Nota: como verão, na partitura estão desactivadas as funções de download e de impressão, por estar a música ainda sob direitos de autor. Enquanto ao vídeo, não será a versão ideal, particularmente no que toca à qualidade do som, mas será suficiente, espero, para formar uma ideia da música.


3 Miniatures PLOG


12/11/09

Robert Schumann - Carnaval op. 9

Amanhã, dia 13 de Novembro teremos uma apresentação sobre o Carnaval, op. 9 de Schumann, a cargo de Juan Mansilla. Carnaval foi escrita no período de 1834-1935. É subtitulada Scènes mignonnes sur quatre notes. Consiste de 22 peças para piano conectadas por um motivo recorrente.

As seções de Carnaval são as seguintes:

1. Préambule (Lá bemol)
2. Pierrot (Mi bemol)
3. Arlequin (Si bemol)
4. Valse noble (Si bemol)
5. Eusebius (Mi bemol; em alusão à calma, ao lado ponderado do compositor)
6. Florestan (Sol menor; em alusão ao lado furioso e impetuoso do compositor)
7. Coquette (Si bemol; em alusão ao criado galanteador da casa de Friedrich Wieck)
8. Réplique (Sol menor)
Sphinxes
9. Papillons (Si bemol)
10. A.S.C.H. - S.C.H.A: Lettres Dansantes (Mi bemol)
11. Chiarina (Dó menor; em alusão à Clara Wieck)
12. Chopin (Lá bemol)
13. Estrella (Fá menor; em alusão à Ernestine von Fricken)
14. Reconnaissance (Lá bemol)
15. Pantalon et Colombine (Fa menor)
16. Valse Allemande (Lá bemol; valsa alemã)
Intermezzo: Paganini (Fá menor; que é uma reprise da Valse Allemande)
17. Aveu (Fá menor)
18. Promenade (Ré bemol)
19. Pause (Lá bemol; conduzindo diretamente sem pausa para...
20. Marche des "Davidsbündler" contre les Philistins (Lá bemol, em que algumas citações de certas seções anteriores reaparecem transitoriamente).

Schumann - Carnaval, Op 9









09/11/09

Bach nesta 6ª


Nesta 6ª feira, 13 de Novembro, uma das apresentações em classe será dedicada à Fuga #18, em G# menor, do Cravo Bem Temperado (livro II). Deixo aqui um vídeo da Angela Hewitt, com a interpretação do Preludio e Fuga. A intérprete também fala brevemente sobre a música. Espero que achem interessante.

WTK II G#m.




05/11/09

O. MESSIAEN: Le Merle Noir

Olivier Messiaen é uma das figuras mais influentes na música do século XX. Embora a sua música não fosse bem recebida nos seus começos, acabou por ganhar o respeito internacional e conseguiu impor uma linguagem musical vincadamente pessoal, emocional e impregnada por uma religiosidade profunda. Esta linguagem é alimentada por diversas fontes , com um interesse na natureza que resulta evidente nos Oiseaux exotiques e no Catalogue d'Oiseaux. Paralelamente, desenvolveu uma forma de serialismo que foi diversamente interpretada. Le merle noir, para flauta e piano, foi escrita em 1951 como um morceau de concours para o Conservatório de Paris. A sua inspiração deriva do canto dos pássaros.


Uma próxima apresentação terá como objecto esta emblemática peça do repertório de flauta e piano. Proponho uma audição/leitura para aproveitarmos melhor a sessão (notem que a peça começa no minuto 0'44").



messiaen-merle-noir


Esta partitura está sob direitos de autor. A partitura é apenas apresentada como guia da audição. A descarga e impressão estão desactivados.