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18/11/10

Do BeBop ao Jazz Modal

Deixo o suporte gráfico que Fernando Rodrigues utilizou para a sua sessão sobre a transição entre o Bebop e o jazz modal. Se desejam o material de audio e video, é só pedir (joseparra@esma-ipp.pt)


Bebop Jazz Modal

22/02/10

Aaron Copland

(Adaptado das notas ao programa)

Aaron Copland, Fanfare for America

Estonian Philharmonic Chamber Choir & The Tallinn Chamber Orchestra

Dirigidos por Tsnu Kaljuste

Aaron Copland (1900-1990) é o mais conhecido e apreciado por algumas composições extremamente populares, que escreveu no período 1936-49, como por exemplo Appalachian Spring, Billy the Kid e Rodeo. Ele foi um dos primeiros a captar a essência da vida americana em som. Juntamente com Gershwin, Bernstein e Ives,  criou a música que reflecte o mundo em que vivia.

Este documentário analisa a forma como um cidadão de Nova Yorke, russo de origem judaica, chegou a escrever uma música contagiante e acessível, que estabeleceu uma "voz" própria para a música americana.

O filme relata facetas da sua vida e carreira, utilizando filmes de arquivo e outras filmagens especiais para recordar a infância de Colpland no Brooklyn, a sua viagem a Paris entre 1921-24, onde continuou os seus estudos musicais com Nadia Boulanger, onde foi absorvido pelo ambiente de avantgarde daquele meio cultural. Stravinsky foi também uma influência marcante no seu trabalho. No seu retorno aos Estados Unidos, demonstrou uma determinação enérgica para criar um "som" americano, que fosse capaz de expressar o optimismo e estilo directo da vida no Novo Mundo, com a sua mistura multi-racial.

O filme evoca também a vida de Copland em Nova York, como jovem e ainda obscuro compositor, numa época em que viveu com simplicidade, e trabalhou com grande disciplina, absorvendo as linguagens do jazz e do ragtime. Finalmente, chega ao seu ano de sucesso, que lhe trouxe um grau de popularidade raramente alcançado por um compositor contemporâneo clássico.

O documentário inclui excertos de entrevistas com Copland, com seu biógrafo, Howard Pollack, e com o maestro americano Hugh Wolff, um expoente da sua música. Wolff também dirige a Frankfurt Radio Symphony Orchestra em passagens de algumas das mais famosas obras do compositor, incluindo Fanfare for a Simple Man, Symphony No. 3, 12 Poems by Emily Dickinson (com a mezzo soprano Stella Doufexis), El Salon México, etc.. Aparece um excerto de um vídeo de Benny Goodman, a tocar o Concerto para Clarinete por ele encomendado ao compositor, bem como imagens de Leonard Bernstein dirigindo o  Lincoln Portrait para orador e orquestra, e dança de Martha Graham para Appalachian Spring.






Gonzalo Rubalcaba




(adaptado das notas ao programa, classical tv)


O pianista cubano Gonzalo Rubalcaba teve uma recepção muito calorosa no Munich Klaviersommer.

Junto a ele estiveram Reinaldo Melian (trompete), Philipe Cabrera (contrabaixo) e Julio Barretto (percussão). A contagiante  vitalidade da sua música, com a sua surpreendente mistura de ritmos, atmosferas e sons, suscitaram estas palavras de Werner Burkhardt, no Süddeutsche Zeitung: "Mesmo quando Rubalcaba toca baixinho, tens que ouvi-lo. Mas quando 'abre a caixa', ele faz acordar em nós a mais desavergonhada urgência de vivir a vida até não poder regressar".

Esta gravação em vivo, que inclui vários temas de Rubalcaba,  Charlie Parker e Miles Davis, captura a atmosfera electrizante que o grupo gerou.

15/12/09

Paulo Gomes: O Jazz por dentro

Convite aberto a todos para ouvir o nosso colega Paulo Gomes na FEUP!

Segundo as palavras do próprio Paulo:

O JAZZ POR DENTRO

15 de Dezembro 2009, às 18.30

Auditório da Faculdade de Engenharia do Porto

Entrada livre

Trata-se de uma espécie de concerto comentado, com a actuação ao vivo de cinco músicos, durante o qual chamo a atenção da plateia para alguns dos aspectos que tornaram esta música um dos géneros artísticos de maior dimensão do sec XX.

O objectivo mais importante, é demonstrar que esta não é uma música elitista e executada apenas para ouvidos conhecedores, mas sim algo de fascinante e muito facilmente apreensível.

Este projecto foi pensado para ser divulgado ao ouvinte comum.

Por isso, através duma linguagem acessível e de exemplos apresentados num ambiente descontraído e informal, o público será surpreendido pela simplicidade de uma música frequentemente considerada complexa.

O quinteto de serviço é composto por:

Paulo Gomes – Piano e comentários

Fátima Serro – Voz

João Pedro Brandão - Saxofone e Flauta

Hugo Carvalhais – Contrabaixo

Leandro Leonet - Bateria

22/11/09

Bobby McFerrin e o poder da escala pentatónica

Vejam só...

Sem PowerPoint, e sem palavras ... Apenas três minutos, e foi suficiente para uma experiência que os presentes não esquecerão facilmente...

17/11/09

Martha my dear: Beatles segundo Brad Mehldau

"Don't be fooled: the gracious surface charm of this song is more substantively belied by novel touches in the departments of form, phrasing and harmony than you might ever notice without a closer look"
(Allan W. Pollack, sobre Martha my Dear, dos Beatles)


Talvez os que assistiram à apresentação de Pedro sobre subdivissão no jazz lembrem alguns comentários que foram feitos sobre o pianista Brad Mehldau. Pedro referiu o seu extraordinário sentido rítmico, e falamos de versões de música pop realizadas no âmbito da música de jazz.

Bom, deixo aqui dois vídeos, um com a canção Martha my dear, dos Beatles (devo confessar, uma das minhas favoritas); o outro tem um maravilhoso e imaginativo "estudo" de Brad Mehldau sobre o conteúdo (não tão ingénuo assim!) da célebre canção.

No fim, deixo a ligação para um estudo musicológico da canção, da autoria de Allan W. Pollack, cuja leitura e exemplo recomendo vivamente para aqueles interessados em analizar música pop com propriedade e inteligência.



06/11/09

Jazz Perspectives (revista)


Para os nossos caros colegas jazzistas/investigadores, e todos os interessados em geral, apresento esta publicação académica, JAZZ PERSPECTIVES, cujos números desde o ano 2007 podem ser consultados na base de dados EBSCO.

Até produziram um vídeo para aumentar a sua visibilidade.

Extraído, e livremente traduzido, do site da revista:

Como revista acadêmica com um prestigiado conselho editorial internacional de estudiosos de jazz, Jazz Perspectives proporciona um fórum amplo para promover o diálogo acadêmico disciplinar entre toda a comunidade acadêmica do jazz. Nossa missão é estimular o estudo internacional e a valorização do rico legado do jazz, e das suas muitas tangentes musicais e culturais, tanto do passado como do presente. A revista serve de ponte entre o jazz como música e o jazz como cultura partilhada e os estudos de jazz contemporâneo. Também, para promover uma perspectiva internacional mais abrangente da tradição do jazz e do seu legado. As páginas da revista são dedicadas a todos os aspectos - e todas as abordagens - do jazz. A revista é uma plataforma aberta para a investigação histórica, análise de músicas, e dos estudos culturais. Inclúi ainda análises e ensaios significativos sobre literatura recente e novas gravações e mídia.
www.tandf.co.uk/journals/jazz

We also loves you, Porgy!

Uma próxima apresentação no dia 20 de Novembro, irá introduzir alguma informação sobre a tradição jazzistica, nomeadamente o conceito de "canon" ou repertório dentro de uma actividade que é caracterizada pela transformação do material de origem através da prática da improvisação. Que define um standard? Existe tradição notacional? Que parâmetros musicais são transmitidos pela notação abreviada ou leadsheet? Quais são as estratégias de preparação dos músicos de jazz para o palco?
A apresentação de Paulo Gomes usará como foco e exemplo a maravilhosa I loves you Porgy de G. Gershwin, da ópera Porgy & Bess, obra que bem representa a confluência de estilos e tradições musicais - falo do jazz e a chamada "música clássica" - aparentemente separados por um abismo cultural, e no entanto, tão próximos nas suas fontes e matérias primas (o som, os acordes tríades, a tonalidade, a forma, etc.)

I Loves You Porgy

Deixo aqui dois vídeos que têm I loves you Porgy como ponto de partida.
Para abrir o apetite, e tirado de um concerto em directo de Keith Jarrett, o primeiro vídeo mostra, na minha opinião, a capacidade imensa de reelaboração deste músico extraordinário. A reharmonização surpreendente, que ilumina cantinhos da canção que julgávamos conhecer bem; o tratamento contrapuntístico, que nos leva a um mundo distante da canção original, e no entanto surge organica e naturalmente dela; a forma ingénua como ele usa a melodia da parte central como introdução...
(sim, já sei que a experiência de alguns ficará estragada pelas caretas e contorsões corporais de Jarrett; eu tento ouvir e não olhar muito para ele!)


O segundo, tirado do site de Dough Mackenzie, ilustra com ajuda da notação automática e a análise "em tempo real", a música que se va ouvindo.

29/09/09

Uma historia da música afro-americana no site do Carnegie Hall

Uma producção do Carnegie Hall site, esta apresentação multimédia representa o melhor da net. Uma viagem cronológica através dos diversos estilos e influências que foram povoando a história da música afroamericana.

Nesta linha do tempo, poderão seleccionar items como "Folk Gospel", "Rural Blues", "Hard Bop" ou "Rap/Hip Hop". Todas as manifestações estão oportunamente estruturadas dentro de três tradiciones: sagrada (i.e. gospel); secular (i.e. R&B) , jazz (i.e. jazz fusion). São três séculos de apaixonante história!

Cada tradição pode ser explorada de forma não linear, seguindo os interesses pessoais. No caminho, encontrarão exemplos musicais, gráficos e relevantes explicações em texto.

Uma jóia!

http://www.carnegiehall.org/honor/history/index.aspx

25/09/09

Marcus Roberts toca o Concerto em Fá de G. Gershwin

Este é, na minha opinião, um exemplo excelente de criatividade "expandida". Ouvimos a deliciosa e já "clássica" peça de Gershwin, mas desta vez (e)levada a um novo patamar de elaboração e criação. Marcus Roberts, fabuloso pianista, talvez mais conhecido pela sua extensa colaboração com Winton Marsalis, actua aqui como solista inspirado que expande a partitura original de Gerswhin, devolvendo-a directamente à fonte onde ela foi originada: o jazz e a improvisação.

O concerto em Fá de G. Gershwin, na Wikipedia.








13/07/09

Winton Marsalis: Blood in the Fields

O seguinte documento, sintetiza em imagens a experiência da apresentação do Francisco Pereira sobre esta interessante peça de teatro musical de Winton Marsalis




 




blood in the fields

27/02/09

30 minutos com...Cole Porter

Actualizo o blog com os diapositivos que acompanharam a apresentação que o Francisco Pereira na sua interessante e informativa apresentação sobre Cole Porter.


30 minutos com... Cole Porter

17/12/08

Body & Soul: Uma canção, duas revoluções e duas homenagens

Francisco Pereira apresentou hoje uma interessante viagem pelos inícios da era do Bebop. A partir da canção "Body & Soul", de Johnny Green, e do solo magistral de Coleman Hawkins, que esta gerou, conhecemos mais sobre a tradição improvisatória e a evolução nestas primeiras décadas da história do Jazz. O solo de Hawkins foi o detonante para a eclosão duma outra tradição, a do Vocalese, cuja figura mais representativa terá sido o cantor Eddie Jefferson.

Podem consultar e descarregar os documentos da apresentação aqui:

Slides da apresentação

Body and Soul (leadsheet)

Transcrição do solo de Coleman Hawkins

Mais informação neste blog

22/11/08

Critical Studies in Improvisation (Open access journal)

Para alguns poderá ser interessante ficar com esta referência. Trata-se do arquivo online da revista Critical Studies in Improvisation , e conta com 7 números (2004-2008).

Critical Studies in Improvisation



Do site: "Critical Studies in Improvisation/ Études critiques en improvisation is an open-access, peer-reviewed, electronic, academic journal on improvisation, community, and social practice housed at the University of Guelph".

11/10/08

A web de Doug McKenzie

Mackenzie photo

 

 

Para os praticantes de Jazz, mas também para os simples amantes/amadores, quero apresentar este site, que contem versões em audio e vídeo de inúmeros temas. Atenção particular merece a parte de vídeo, onde Mckenzie mostra gravações das suas versões ao piano, incluindo a notação em tempo real, e comentários no ecrã sobre o que estamos a ouvir.

Eu achei interessante. Digam vocês...

Deixo aqui um exemplo, com "I loves you Porgy" (G. Gerswhin, Porgy and Bess)

 

 

Já agora, e saindo do tópico, não resisto incluir a maravilhosa versão que Keith Jarrett fez do mesmo tema:

 

 

I Love You, Porgy - Keith Jarrett

10/10/08

Nuvem de Jazz

Por vezes a pesquisa pode ser menos focalizada num objecto concreto. O que nos move é o um desejo de saber mas generalista. Ou explorar ao acaso um tópico geral, à espera de que outras temas possam aparecer no nosso caminho. A net parece um meio que cumpre bem essa função.

Este swickis são como pequenas constelações de informação, reunidas à volta de uma ideia, e sempre em constante mutação e renovação.

Deixo aquí este swicki sobre o tópico de jazz, onde podem perseguir ao acaso nomes , estilos, influências... Boa sorte na vossa exploração, e façam-me chegar coisas interessantes que vão aparecendo!

Outros swikis aparecerão, sobre outros temas, estejam atentos!



Grab this swicki from eurekster.com

05/10/08

Keith Jarrett, musicien extraordinaire

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Uma colecção da música de Keith Jarrett para ouvir e revisitar sempre que quiserem, sem sair do vosso browser neste blog. Audição para muitos dias...

A primeira vez precisam de fazer o registo gratuito no IMEEM (apenas email e password). Vale a pena pela riqueza que encontraram nesta "comunidade".



Keith Jarrett