Mostrar mensagens com a etiqueta Romantismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Romantismo. Mostrar todas as mensagens

17/12/10

BERLIOZ -- SINFONIA FANTASTICA

Para aqueles que possam ter perdido a apresentação de Sofia Brito sobre a Sinfonia Fantástica de Berlioz, fica aqui o suporte em PP (estes slides contém mais texto, para suprir a falta da apresentadora!).
Infelizmente, as ligações aos excertos não funcionam sem o CD, mas quem quiser ouvir não terá problema...Gravações desta obra não faltam!

Aconselhamos vivamente visitar a ligação para Keeping Score, a presentação multimedia que o site da Orquestra de S.Francisco dedica à esta obra. Não percam!

Sinfonia Fantástica apresentação

26/03/10

Afinal Paganini está vivo...



Um filme virtual realizado e montado a partir de imagens captadas no ambiente virtual Second Life.
O tema é a música e interpretação "diabólica" de Paganini.
De interesse, para os mais curiosos, é a mesma plataforma virtual Second Life. Todo um mundo para explorar (penso que esta ligação, em forma de curtos vídeos introdutórios, captará a vossa atenção ou curiosidade).

03/03/10

Do Improviso ao Repertório

(traduzido e adaptado do comentário no próprio site):


Susan McClary, professora de Musicologia na Universidade da Califórnia, Los Angeles, aborda a história da improvisação na música ocidental. O vídeo fala da transição para um paradigma que marca a mudança desde um modelo em que a música era 'composta', essencialmente, a partir de um sistema bastante aberto de notação simplificada, nos séculos 17 e anteriores, para um modelo mais estático, baseado num sistema de notação muito mais pormenorizado na era clássica e seguintes. Essa mudança de paradigma coincide também com o surgimento de um canon de obras, ou "repertório", noção inexistente nas décadas anteriores ao fim do século XVIII.


22/02/10

Benjamin Zander: "You don't cry in time"

London Masterclasses. Direcção de orquestra, com Benjamin Zander

“You don’t cry in time”, são as palavras de Benjamim Zander para falar de rubato

Começarei por dizer que não sou grande fã de masterclasses. Já tive experiências muito gratificantes, das quais consegui extrair maneiras novas de olhar sobre a música. Mas essas situações foram poucas, comparativamente com as muitas em que a masterclass apenas servia como um culto a personalidade do master, por vezes com resultados pedagógicos pobres, ou mesmo desastrosos para a estabilidade emocional dos alunos!

Este vídeo ilustra excelentemente as masterclasses que têm também o poder de insuflar paixão e inteligência nas pessoas. Zander tem a capacidade de transcender a música, de conectar cada som com a experiência humana, de comunicar essa experiência de forma que pode ser, ao mesmo tempo, acessível mesmo para leigos, e significativo para os profissionais.

Mas o que mais me emociona em Zander e a sua forma de comunicar e chegar ao núcleo das pessoas com quem trabalha, o para as que fala. A sua masterclass é muito mais do que uma reunião de especialistas á procura de um conhecimento superior; é, na minha opinião, uma afirmação da capacidade humana para compreender, para transcender, para projectar e para partilhar a beleza.

Tentem não perder.

30/11/09

TOWARDS THE LIGHT: Documentário sobre A. Scriabin

Este documentário sobre a peculiar vida e música do compositor russo Alexander Scriabin(1872-1915) ilumina a compreensão da sua obra e das ideias misticas que foram a sua inspiração.
(Não se esqueçam de expandir a janela para ecrã inteiro).

21/11/09

Zander, ou A viagem de Si até Mi

Boa noite.Talvez seja por vir inspirado dum concerto de Sta. Cecília no Conservatório, em que os professores decidem celebrar num bonito ambiente de festa, a razão de todos nós sermos músicos...Ou talvez inspirado pelas vossas apresentações destas últimas semanas...

Na realidade não sei por quê, mas gostaria muito que dessem uma olhadela a esta bela apresentação de Benjamin Zander, sobre uma coisa bem intangível, que resiste à colocação de etiquetas ou títulos, mas que tenho certeza todos vocês entenderão bem. Serão 20 minutos ganhos, não perdidos!

17/11/09

O diabólico Paganini

Os que assistiram à apresentação de Juan Mansilla sobre o Carnaval op. 9 de Schumann, lembrarão a súbita interrupção que Paganini, faz no meio da festa, atraindo todas as atenções com a sua magnética personalidade, fama e glamour. Na peça de Schumann a entrada de Paganini era apresentada como inoportuna e fora de lugar (uma consequência da fraca opinião de Robert pela música de Niccolò).
Para não deixar Paganini muito humilhado, pensei em traduzir este excelente post do jrtapia, que podem ler enquanto ouvem/vêm A Campanella, estudo de Liszt-PAganini tocado pelo Evgeny Kissin:


(Traduzido livremente do post "N. Paganini - F. Liszt: La campanella", no blog Audición y Apreciación musical):


A 9 de março de 1831, Niccolò Paganini dava seus primeiros concertos em Paris. Durante os anos anteriores muitas histórias corriam de boca em boca sobre este génio do violino, estranho e enervante. Quando, bem na década de quarenta, a sua figura misteriosa finalmente surgiu em Viena, Paris e Londres, para confirmar a legenda que lhe precedia, o efeito foi indescritível.

Um novo e demoníaco estilo performativo (estas é a palavra mais frequente em tudo o que foi escrito sobre Paganini), com um abandono selvagem, saltou dos seus dedos, acabando com a compostura de todos os que ouviram. O seu aspecto magro e murcho, e sua expressão selvagem eram os complementos aterradores da música que tocava. Não admira que lhe fossem atribuídos pactos com o diabo.

A sua paranóia chegou ao ponto de dar as partituras de suas obras para orquestra só para os ensaios, e recolhe-las imediatamente após o concerto, para evitar que fossem copiadas. Quase nada de sua produção foi publicada durante a sua vida.

Franz Liszt estava na platéia durante essa noite de 1831. Nunca se recuperou da experiência. "Durante duas semanas, a minha mente e minhas mãos eram as de um louco", ele escreveu para seu discípulo Pierre Wolff. "Prático quatro a cinco horas por dia ... Se eu não enlouquecer, você vai encontrar em mim um verdadeiro artista. Deus, quanto sofrimento e miséria, tanta agonia nessas quatro cordas!"

A magia pura de Paganini, o acrobata músico, deixou Liszt sem fôlego e o levou-o a desejar ser o Paganini do teclado. Mergulhou nos 24 Caprichos do italiano e, em 1838, apresentou a transcrição de cinco deles como Transcendental Etudes d'après Paganini. "Intocáveis", é o adjetivo mais suave que lhes foi atribuído. Intocáveis eram, de facto, pelo menos na sua primeira versão. Liszt realizou duas versões destes estudos, a primeira no mesmo ano de 1838, e a segunda e última em 1851, um ano antes de escrever uma das maiores obras já compostas para o piano: a Sonata em Si menor.

A versão 1851, que é a mais comum hoje, foi intitulada Grandes Études de Paganini. Além das cinco transcrições dos Caprichos, a série incluia uma transcrição do segundo movimento do Concerto para Violino em Si menor do genovês: La Campanella. A transcrição para piano é em Sol # menor.

Para os mais curiosos, este documentário fascinante sobre a figura de Paganini

"Paganini's Daemon : A Most Enduring Legend". Vale a pena!

12/11/09

Robert Schumann - Carnaval op. 9

Amanhã, dia 13 de Novembro teremos uma apresentação sobre o Carnaval, op. 9 de Schumann, a cargo de Juan Mansilla. Carnaval foi escrita no período de 1834-1935. É subtitulada Scènes mignonnes sur quatre notes. Consiste de 22 peças para piano conectadas por um motivo recorrente.

As seções de Carnaval são as seguintes:

1. Préambule (Lá bemol)
2. Pierrot (Mi bemol)
3. Arlequin (Si bemol)
4. Valse noble (Si bemol)
5. Eusebius (Mi bemol; em alusão à calma, ao lado ponderado do compositor)
6. Florestan (Sol menor; em alusão ao lado furioso e impetuoso do compositor)
7. Coquette (Si bemol; em alusão ao criado galanteador da casa de Friedrich Wieck)
8. Réplique (Sol menor)
Sphinxes
9. Papillons (Si bemol)
10. A.S.C.H. - S.C.H.A: Lettres Dansantes (Mi bemol)
11. Chiarina (Dó menor; em alusão à Clara Wieck)
12. Chopin (Lá bemol)
13. Estrella (Fá menor; em alusão à Ernestine von Fricken)
14. Reconnaissance (Lá bemol)
15. Pantalon et Colombine (Fa menor)
16. Valse Allemande (Lá bemol; valsa alemã)
Intermezzo: Paganini (Fá menor; que é uma reprise da Valse Allemande)
17. Aveu (Fá menor)
18. Promenade (Ré bemol)
19. Pause (Lá bemol; conduzindo diretamente sem pausa para...
20. Marche des "Davidsbündler" contre les Philistins (Lá bemol, em que algumas citações de certas seções anteriores reaparecem transitoriamente).

Schumann - Carnaval, Op 9









28/09/09

Leon Fleisher: As ultimas sonatas para piano de F. Schubert

O memorável e ainda vibrante Carnegie Hall tem uma importante presença na web. Uma rede de espaços diversificados cuja visita regular recomendo vivamente. Já apresentamos os quartetos de corda de Bartok pelo Emerson Quartet, desta mesma série, na lista de enlaces na coluna direita deste blog.

Agora queria apresentar as ultimas 4 sonatas para piano de Schubert, vistas sob a perspectiva de Leon Fleisher. O site inclui vídeo com interessantes masterclasses, audição e visualização da partitura e outros materiais de apoio. Não percam!

Deixo ainda um enlace para um artigo interessante sobre três destas sonatas (wikipedia)

25/09/09

Tilson-Thomas sobre a Sinfonia Fantastica de Berlioz

Em 1827, Hector Berlioz escreveu uma sinfonia "fantástica", criada com um tema especial, uma ideia fixa, que representava o objecto do seu desejo, a actriz Harriet Smithson. Segue nesta apresentação a expressão as vezes romántica, as vezes grotesca do tema de Harriet e conhece a circunstâncias que levaram à construcção de esta delirante obra da fantasia.

Keeping Score, o programa dirigido por Michael Tilson-Thomas fixa desta vez a sua atenção nesta obra prima do romantismo musical.

Como sempre nesta série, existe a possibilidade de seguir a partitura durante a audição, e de explorar as circunstâncias em que a peça foi composta.

17/10/08

Eroica




Não resisto ao impulso de publicar o enlace doutra fantástica apresentação multimédia da San Francisco Symphony, com Michael Tilson Thomas. Desta vez é a Sinfonia nº 3 de Beethoven- A apresentação inclui a) uma contextualização histórica sobre a Viena de 1800) b) excertos de vídeo em simultâneo com a visualização da partitura e c) explorações interactivas sobre construcção dos motivos, etc.


Uma festa, e um grande exemplo de boa utilização da tecnologia para explorar a música!


Outros enlaces


Artigo na wikipedia (inglês)

Discografia da Sinfonia Heroica

Site do compositor W. A. DeWitt sobre a obra

Partitura orquestral (Eulenburg ed)

Unger ed., Farrenc ed. Litolff ed. transcripções para piano solo (Liszt), piano a 4 mãos, partes