18/11/10
Do BeBop ao Jazz Modal
Bebop Jazz Modal
Benjamin Britten - Winter Words
Eis a ligação para uma série de vídeos com a canções. Poderão seguir os textos com a ajuda do documento que o João Terleira utilizou na apresentação.
Britten, Winter words song
21/10/10
Angela Hewitt (The Chamber Music Society)
Master Class with Angela Hewitt from The Chamber Music Society on Vimeo.
22/02/10
Benjamin Zander: "You don't cry in time"
Tentem não perder.
Aaron Copland
Gonzalo Rubalcaba
(adaptado das notas ao programa, classical tv)
15/12/09
Paulo Gomes: O Jazz por dentro
Segundo as palavras do próprio Paulo:
O JAZZ POR DENTRO
15 de Dezembro 2009, às 18.30
Auditório da Faculdade de Engenharia do Porto
Entrada livre
Trata-se de uma espécie de concerto comentado, com a actuação ao vivo de cinco músicos, durante o qual chamo a atenção da plateia para alguns dos aspectos que tornaram esta música um dos géneros artísticos de maior dimensão do sec XX.
O objectivo mais importante, é demonstrar que esta não é uma música elitista e executada apenas para ouvidos conhecedores, mas sim algo de fascinante e muito facilmente apreensível.
Este projecto foi pensado para ser divulgado ao ouvinte comum.
Por isso, através duma linguagem acessível e de exemplos apresentados num ambiente descontraído e informal, o público será surpreendido pela simplicidade de uma música frequentemente considerada complexa.
O quinteto de serviço é composto por:
Paulo Gomes – Piano e comentários
Fátima Serro – Voz
João Pedro Brandão - Saxofone e Flauta
Hugo Carvalhais – Contrabaixo
Leandro Leonet - Bateria
21/11/09
Zander, ou A viagem de Si até Mi
Na realidade não sei por quê, mas gostaria muito que dessem uma olhadela a esta bela apresentação de Benjamin Zander, sobre uma coisa bem intangível, que resiste à colocação de etiquetas ou títulos, mas que tenho certeza todos vocês entenderão bem. Serão 20 minutos ganhos, não perdidos!
17/11/09
Martha my dear: Beatles segundo Brad Mehldau
(Allan W. Pollack, sobre Martha my Dear, dos Beatles)
Talvez os que assistiram à apresentação de Pedro sobre subdivissão no jazz lembrem alguns comentários que foram feitos sobre o pianista Brad Mehldau. Pedro referiu o seu extraordinário sentido rítmico, e falamos de versões de música pop realizadas no âmbito da música de jazz.
Bom, deixo aqui dois vídeos, um com a canção Martha my dear, dos Beatles (devo confessar, uma das minhas favoritas); o outro tem um maravilhoso e imaginativo "estudo" de Brad Mehldau sobre o conteúdo (não tão ingénuo assim!) da célebre canção.
No fim, deixo a ligação para um estudo musicológico da canção, da autoria de Allan W. Pollack, cuja leitura e exemplo recomendo vivamente para aqueles interessados em analizar música pop com propriedade e inteligência.
O diabólico Paganini
(Traduzido livremente do post "N. Paganini - F. Liszt: La campanella", no blog Audición y Apreciación musical):
A 9 de março de 1831, Niccolò Paganini dava seus primeiros concertos em Paris. Durante os anos anteriores muitas histórias corriam de boca em boca sobre este génio do violino, estranho e enervante. Quando, bem na década de quarenta, a sua figura misteriosa finalmente surgiu em Viena, Paris e Londres, para confirmar a legenda que lhe precedia, o efeito foi indescritível.
Um novo e demoníaco estilo performativo (estas é a palavra mais frequente em tudo o que foi escrito sobre Paganini), com um abandono selvagem, saltou dos seus dedos, acabando com a compostura de todos os que ouviram. O seu aspecto magro e murcho, e sua expressão selvagem eram os complementos aterradores da música que tocava. Não admira que lhe fossem atribuídos pactos com o diabo.
A sua paranóia chegou ao ponto de dar as partituras de suas obras para orquestra só para os ensaios, e recolhe-las imediatamente após o concerto, para evitar que fossem copiadas. Quase nada de sua produção foi publicada durante a sua vida.
Franz Liszt estava na platéia durante essa noite de 1831. Nunca se recuperou da experiência. "Durante duas semanas, a minha mente e minhas mãos eram as de um louco", ele escreveu para seu discípulo Pierre Wolff. "Prático quatro a cinco horas por dia ... Se eu não enlouquecer, você vai encontrar em mim um verdadeiro artista. Deus, quanto sofrimento e miséria, tanta agonia nessas quatro cordas!"
A magia pura de Paganini, o acrobata músico, deixou Liszt sem fôlego e o levou-o a desejar ser o Paganini do teclado. Mergulhou nos 24 Caprichos do italiano e, em 1838, apresentou a transcrição de cinco deles como Transcendental Etudes d'après Paganini. "Intocáveis", é o adjetivo mais suave que lhes foi atribuído. Intocáveis eram, de facto, pelo menos na sua primeira versão. Liszt realizou duas versões destes estudos, a primeira no mesmo ano de 1838, e a segunda e última em 1851, um ano antes de escrever uma das maiores obras já compostas para o piano: a Sonata em Si menor.
A versão 1851, que é a mais comum hoje, foi intitulada Grandes Études de Paganini. Além das cinco transcrições dos Caprichos, a série incluia uma transcrição do segundo movimento do Concerto para Violino em Si menor do genovês: La Campanella. A transcrição para piano é em Sol # menor.
Para os mais curiosos, este documentário fascinante sobre a figura de Paganini
"Paganini's Daemon : A Most Enduring Legend". Vale a pena!Six Épigraphes Antigues - Debussy (II)
12/11/09
Robert Schumann - Carnaval op. 9
As seções de Carnaval são as seguintes:
1. Préambule (Lá bemol)
2. Pierrot (Mi bemol)
3. Arlequin (Si bemol)
4. Valse noble (Si bemol)
5. Eusebius (Mi bemol; em alusão à calma, ao lado ponderado do compositor)
6. Florestan (Sol menor; em alusão ao lado furioso e impetuoso do compositor)
7. Coquette (Si bemol; em alusão ao criado galanteador da casa de Friedrich Wieck)
8. Réplique (Sol menor)
Sphinxes
9. Papillons (Si bemol)
10. A.S.C.H. - S.C.H.A: Lettres Dansantes (Mi bemol)
11. Chiarina (Dó menor; em alusão à Clara Wieck)
12. Chopin (Lá bemol)
13. Estrella (Fá menor; em alusão à Ernestine von Fricken)
14. Reconnaissance (Lá bemol)
15. Pantalon et Colombine (Fa menor)
16. Valse Allemande (Lá bemol; valsa alemã)
Intermezzo: Paganini (Fá menor; que é uma reprise da Valse Allemande)
17. Aveu (Fá menor)
18. Promenade (Ré bemol)
19. Pause (Lá bemol; conduzindo diretamente sem pausa para...
20. Marche des "Davidsbündler" contre les Philistins (Lá bemol, em que algumas citações de certas seções anteriores reaparecem transitoriamente).
Schumann - Carnaval, Op 9
09/11/09
Bach nesta 6ª
WTK II G#m.
06/11/09
We also loves you, Porgy!
I Loves You Porgy
31/10/09
28/10/09
Six Épigraphes Antiques (C. Debussy)
Podem visualizar a partitura e ouvir cada um dos 6 Epigraphes numa janela separada de vídeo
Para ver a apresentação de slides utilizada na apresentação, fazer clic aqui
SCORE Debussy SixEpigraphesAntiques4hds
Debussy e Feux d'artifice
Feux d'artifice, o prelúdio com que Debussy conclui os seus dois volumes de Prelúdios, é notável, não tanto pelas suas inovações e efeitos de pirotecnia, como pelo carácter visionário e a sua antecipação dos estilos de composição do futuro. Feux d'artifice pode ser descrito como uma composição totalmente atonal, porque a sua estrutura harmónica carece de qualquer ponto de referência tonal coerente. A impressão de novidade é ainda reforçada pelo carácter fragmentado de sua forma e material temático.
Apresento neste vídeo uma breve análise e performance de Feux d'artifice. Podem visualizar paralelamente a partitura (é preciso descer até a página 66 do Cahier II completo).
21/10/09
Fuga nº. 9: Mi M. (O Cravo bem Temperado, Livro I)
Nesta discussão da Fuga nº 9 em Mi M, do Livro I, relaciona a geração do tecido contrapuntístico com algumas ideias e processos da ciência genética. Na minha opinião, é um excelente, conciso e bem argumentado comentário sobre uma peça de repertório.
Fugue No. 9: E Major (Well-Tempered Clavier Book I)
02/10/09
Partita nº4 em Ré M, de Bach, em Listening Notes
A informação é apresentada de forma acesível e organizada. Faço este destaque da presença do abundante material do programa Listening Notes na internet, entre outros motivos, porque o programa também constitui um bom exemplo de como se pode criar um discurso interessante e informativo sobre o repertório, sem perder o rigor e ao mesmo tempo, sem se tornar inacesível.
Voltaremos ao Listening Notes neste blog. Para já, podem visitar o que eles construiram a volta da Partita nº4 em Ré M, de J.S. Bach
28/09/09
Leon Fleisher: As ultimas sonatas para piano de F. Schubert
Agora queria apresentar as ultimas 4 sonatas para piano de Schubert, vistas sob a perspectiva de Leon Fleisher. O site inclui vídeo com interessantes masterclasses, audição e visualização da partitura e outros materiais de apoio. Não percam!
Deixo ainda um enlace para um artigo interessante sobre três destas sonatas (wikipedia)
