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14/02/11

In Freundschaft

Este é o suporte digital que serviu de base para a apresentação sobre esta peça para clarinete solo de K. H. Stockhausen (autor: Hugo Leite).

[Zoom necessário! :-)]
In Freundschaft

17/12/10

BERLIOZ -- SINFONIA FANTASTICA

Para aqueles que possam ter perdido a apresentação de Sofia Brito sobre a Sinfonia Fantástica de Berlioz, fica aqui o suporte em PP (estes slides contém mais texto, para suprir a falta da apresentadora!).
Infelizmente, as ligações aos excertos não funcionam sem o CD, mas quem quiser ouvir não terá problema...Gravações desta obra não faltam!

Aconselhamos vivamente visitar a ligação para Keeping Score, a presentação multimedia que o site da Orquestra de S.Francisco dedica à esta obra. Não percam!

Sinfonia Fantástica apresentação

18/11/10

Do BeBop ao Jazz Modal

Deixo o suporte gráfico que Fernando Rodrigues utilizou para a sua sessão sobre a transição entre o Bebop e o jazz modal. Se desejam o material de audio e video, é só pedir (joseparra@esma-ipp.pt)


Bebop Jazz Modal

In Freundschaft- Stockhausen

Patrícia Costa apresentou uma sessão sobre esta interessante peça a solo, de Karl Heinz Stockhausen, In Freundschaft 

Em destaque podem apreciar uma interpretação para clarinete (numa versão diferente à utilizada na sessão) enquanto visualizam o suporte digital da apresentação da Patrícia.







Stockhausen_Patricia - Apresentação

Benjamin Britten - Winter Words

No passado dia 10 de Novembro, João Terleira fez uma apresentação sobre o ciclo Winter Words, de Benjamin Britten.

Eis a ligação para uma série de vídeos com a canções. Poderão seguir os textos com a ajuda do documento que o João Terleira utilizou na apresentação.


Britten, Winter words song

22/10/10

Assembling the Ingredients



Esta é a primeira parte de uma série dedicada à compreensão dos elementos básicos da música. A conferencista e pianista Orli Shaham fala e ilustra os fundamentos da melodia. A apresentação integra a audição de cinco duos para violino de Bela Bartok, interpretados por Arnaud Sussmann e Harumi Rhodes.




21/10/10

Angela Hewitt (The Chamber Music Society)

Nesta masterclass, a eminente Angela Hewitt discute a interpretação do repertório para tecla de Bach com um grupo de estudantes de piano.



Master Class with Angela Hewitt from The Chamber Music Society on Vimeo.

14/10/10

Inside Chamber Music com Bruce Adolphe: Claude Debussy: Languorous Ecstasy



Para iniciar a actividade no blog para este ano acadêmico, queria mostrar aqui uma das pessoas que mais aprecio como comunicador e apresentador de música.

Bruce Adolphe, compositor, poeta, educador e divulgador, ligado ao Lincoln Center de New York é alguém que provavelmente aprenderão a apreciar.




Inside Chamber Music with Bruce Adolphe: Claude Debussy: Languorous Ecstasy from The Chamber Music Society on Vimeo.

26/03/10

Afinal Paganini está vivo...



Um filme virtual realizado e montado a partir de imagens captadas no ambiente virtual Second Life.
O tema é a música e interpretação "diabólica" de Paganini.
De interesse, para os mais curiosos, é a mesma plataforma virtual Second Life. Todo um mundo para explorar (penso que esta ligação, em forma de curtos vídeos introdutórios, captará a vossa atenção ou curiosidade).

03/03/10

Auto-expressão através da improvisação

Um convite para todos!


Do Improviso ao Repertório

(traduzido e adaptado do comentário no próprio site):


Susan McClary, professora de Musicologia na Universidade da Califórnia, Los Angeles, aborda a história da improvisação na música ocidental. O vídeo fala da transição para um paradigma que marca a mudança desde um modelo em que a música era 'composta', essencialmente, a partir de um sistema bastante aberto de notação simplificada, nos séculos 17 e anteriores, para um modelo mais estático, baseado num sistema de notação muito mais pormenorizado na era clássica e seguintes. Essa mudança de paradigma coincide também com o surgimento de um canon de obras, ou "repertório", noção inexistente nas décadas anteriores ao fim do século XVIII.


22/02/10

Benjamin Zander: "You don't cry in time"

London Masterclasses. Direcção de orquestra, com Benjamin Zander

“You don’t cry in time”, são as palavras de Benjamim Zander para falar de rubato

Começarei por dizer que não sou grande fã de masterclasses. Já tive experiências muito gratificantes, das quais consegui extrair maneiras novas de olhar sobre a música. Mas essas situações foram poucas, comparativamente com as muitas em que a masterclass apenas servia como um culto a personalidade do master, por vezes com resultados pedagógicos pobres, ou mesmo desastrosos para a estabilidade emocional dos alunos!

Este vídeo ilustra excelentemente as masterclasses que têm também o poder de insuflar paixão e inteligência nas pessoas. Zander tem a capacidade de transcender a música, de conectar cada som com a experiência humana, de comunicar essa experiência de forma que pode ser, ao mesmo tempo, acessível mesmo para leigos, e significativo para os profissionais.

Mas o que mais me emociona em Zander e a sua forma de comunicar e chegar ao núcleo das pessoas com quem trabalha, o para as que fala. A sua masterclass é muito mais do que uma reunião de especialistas á procura de um conhecimento superior; é, na minha opinião, uma afirmação da capacidade humana para compreender, para transcender, para projectar e para partilhar a beleza.

Tentem não perder.

Aaron Copland

(Adaptado das notas ao programa)

Aaron Copland, Fanfare for America

Estonian Philharmonic Chamber Choir & The Tallinn Chamber Orchestra

Dirigidos por Tsnu Kaljuste

Aaron Copland (1900-1990) é o mais conhecido e apreciado por algumas composições extremamente populares, que escreveu no período 1936-49, como por exemplo Appalachian Spring, Billy the Kid e Rodeo. Ele foi um dos primeiros a captar a essência da vida americana em som. Juntamente com Gershwin, Bernstein e Ives,  criou a música que reflecte o mundo em que vivia.

Este documentário analisa a forma como um cidadão de Nova Yorke, russo de origem judaica, chegou a escrever uma música contagiante e acessível, que estabeleceu uma "voz" própria para a música americana.

O filme relata facetas da sua vida e carreira, utilizando filmes de arquivo e outras filmagens especiais para recordar a infância de Colpland no Brooklyn, a sua viagem a Paris entre 1921-24, onde continuou os seus estudos musicais com Nadia Boulanger, onde foi absorvido pelo ambiente de avantgarde daquele meio cultural. Stravinsky foi também uma influência marcante no seu trabalho. No seu retorno aos Estados Unidos, demonstrou uma determinação enérgica para criar um "som" americano, que fosse capaz de expressar o optimismo e estilo directo da vida no Novo Mundo, com a sua mistura multi-racial.

O filme evoca também a vida de Copland em Nova York, como jovem e ainda obscuro compositor, numa época em que viveu com simplicidade, e trabalhou com grande disciplina, absorvendo as linguagens do jazz e do ragtime. Finalmente, chega ao seu ano de sucesso, que lhe trouxe um grau de popularidade raramente alcançado por um compositor contemporâneo clássico.

O documentário inclui excertos de entrevistas com Copland, com seu biógrafo, Howard Pollack, e com o maestro americano Hugh Wolff, um expoente da sua música. Wolff também dirige a Frankfurt Radio Symphony Orchestra em passagens de algumas das mais famosas obras do compositor, incluindo Fanfare for a Simple Man, Symphony No. 3, 12 Poems by Emily Dickinson (com a mezzo soprano Stella Doufexis), El Salon México, etc.. Aparece um excerto de um vídeo de Benny Goodman, a tocar o Concerto para Clarinete por ele encomendado ao compositor, bem como imagens de Leonard Bernstein dirigindo o  Lincoln Portrait para orador e orquestra, e dança de Martha Graham para Appalachian Spring.






Gonzalo Rubalcaba




(adaptado das notas ao programa, classical tv)


O pianista cubano Gonzalo Rubalcaba teve uma recepção muito calorosa no Munich Klaviersommer.

Junto a ele estiveram Reinaldo Melian (trompete), Philipe Cabrera (contrabaixo) e Julio Barretto (percussão). A contagiante  vitalidade da sua música, com a sua surpreendente mistura de ritmos, atmosferas e sons, suscitaram estas palavras de Werner Burkhardt, no Süddeutsche Zeitung: "Mesmo quando Rubalcaba toca baixinho, tens que ouvi-lo. Mas quando 'abre a caixa', ele faz acordar em nós a mais desavergonhada urgência de vivir a vida até não poder regressar".

Esta gravação em vivo, que inclui vários temas de Rubalcaba,  Charlie Parker e Miles Davis, captura a atmosfera electrizante que o grupo gerou.

18/02/10

Próximas apresentações: 5 de Março


Olá a todos! Queria anunciar as próximas intervenções dos colegas na classe de Repertório II, no próximo dia 5 de Março. 


Luís Duarte - "Três Epitáfios", para piano, de Fernando Lopes-Graça

Filipe Fonseca - "The Garden of Love" (Jacob ter Veldhuis) para saxofone soprano e  gravação.





Marline Apolinário - Jorge Peixinho "A flor das Águas Verdes".
Podem descarregar o ficheiro áudio aqui


Partitura da peça:

À Flor das Verdes Águas_Jorge Peixinho

17/12/09

Bobby McFerrin fala de música e cultura

Resulta que Bobby McFerrin fala tão bem como canta...Nesta pequena intervenção, McFerrin fala do conceito de música em Africa, onde a arte não é identificada com peças concretas, nem com repertórios, mas sim está integrada na própria vida, de formas difíceis de compreender para um ocidental...
E no entanto, será bom fazermos o esforço de perceber...

Ver vídeo


My friend Yo-Yo Ma, when we first met, we were very, very interested in each other’s music. I was starting to work on conducting, and he was very interested in improvisation. So we had many, many conversations about this. And he knew that he had to do something for his music-making, that had something that would take him to a deeper place in himself. And so after a few years of talking about this, he went to Africa and he went to Botswana, he went to not a town but sort of out in a village somewhere. Lots and lots and lots of music-making and what have you. But in the beginning, there’s two stories that defined and shaped my musical life ever since I had heard them. “Well,” I thought “I have to make music like that.”
The first story is where when he arrived in this village, there was an interpreter who was trying to explain to the villagers that Yo-Yo Ma was going to play a concert at 7:30 at this place somewhere. And they had a hard time comprehending this for two reasons. One, they didn’t understand why they had to wait to hear music. Why did we have to wait to hear him play? And why do we have to leave where we are to go somewhere else to hear it. Because music was so integrated in their life. They had no concept of performance because music was so much a part of their lives, that there was no such thing as it. People were simply getting together and playing and they were celebrating everything. They were celebrating life, birth, harvest, hunting, you know, everything. So this I thought, “Okay I want to be the kind of musician where music is with me whether I’m on stage or not.” And when I’m on stage there’s nothing different except maybe the space. But what I’ve taken on stage with me is the same, it’s not different, it’s just being myself, the same self that I am just when I’m just getting out of bed in the morning, It’s the same musical self that I take with me on stage.
The second story is this: when Yo-Yo wanted to leave, when it was time to go—he’d been there for a couple of weeks, I think—he wanted to take some music with him to remind him about the experience. And the village shaman shared one of the village songs, and Yo Yo took out his manuscript so he could write it down. And the shaman is saying (singing notes) and Yo-Yo said, “Stop, I need to write this down.” So he writes it down. And he says, “Play it again, I want to make sure I got this right.” And the shaman sings (sings notes). And Yo Yo is saying But that’s not the piece you sang before. The shaman laughed and said “The first time I sang it there was a herd of antelope in the distance and a cloud was passing over the sun.” So this is the part that we lost. Every time a piece of music is played, one time there is a herd of antelope, and one time there’s not. And we turn in these cookie-cutter performances. Everything is so laid down and regimented and locked-in and so rehearsed, that they squeeze the life out of it. It no longer has any life in it because no one is open to surprise, no one is open to any spontaneous event that can happen. Everything is just dictated, and this is the way it’s gonna be. I think that’s the part that we’ve lost.

30/11/09

TOWARDS THE LIGHT: Documentário sobre A. Scriabin

Este documentário sobre a peculiar vida e música do compositor russo Alexander Scriabin(1872-1915) ilumina a compreensão da sua obra e das ideias misticas que foram a sua inspiração.
(Não se esqueçam de expandir a janela para ecrã inteiro).

23/11/09

Lamento di Maria Stuarda, de Carissimi




Brevemente, teremos em classe uma sessão sobre esta peça de bravura, de Carissimi: o Lamento di Maria Stuarda. Maria Stuarda, ou Mary Stuart, foi a  rainha dos escoceses que viria a ser decapitada  no século XVI, após um longo periodo de prisão e a acusação de ter tentado assasinar a rainha Elizabeth.
A voz é de Patrizia Ciofi.


17/11/09

O diabólico Paganini

Os que assistiram à apresentação de Juan Mansilla sobre o Carnaval op. 9 de Schumann, lembrarão a súbita interrupção que Paganini, faz no meio da festa, atraindo todas as atenções com a sua magnética personalidade, fama e glamour. Na peça de Schumann a entrada de Paganini era apresentada como inoportuna e fora de lugar (uma consequência da fraca opinião de Robert pela música de Niccolò).
Para não deixar Paganini muito humilhado, pensei em traduzir este excelente post do jrtapia, que podem ler enquanto ouvem/vêm A Campanella, estudo de Liszt-PAganini tocado pelo Evgeny Kissin:


(Traduzido livremente do post "N. Paganini - F. Liszt: La campanella", no blog Audición y Apreciación musical):


A 9 de março de 1831, Niccolò Paganini dava seus primeiros concertos em Paris. Durante os anos anteriores muitas histórias corriam de boca em boca sobre este génio do violino, estranho e enervante. Quando, bem na década de quarenta, a sua figura misteriosa finalmente surgiu em Viena, Paris e Londres, para confirmar a legenda que lhe precedia, o efeito foi indescritível.

Um novo e demoníaco estilo performativo (estas é a palavra mais frequente em tudo o que foi escrito sobre Paganini), com um abandono selvagem, saltou dos seus dedos, acabando com a compostura de todos os que ouviram. O seu aspecto magro e murcho, e sua expressão selvagem eram os complementos aterradores da música que tocava. Não admira que lhe fossem atribuídos pactos com o diabo.

A sua paranóia chegou ao ponto de dar as partituras de suas obras para orquestra só para os ensaios, e recolhe-las imediatamente após o concerto, para evitar que fossem copiadas. Quase nada de sua produção foi publicada durante a sua vida.

Franz Liszt estava na platéia durante essa noite de 1831. Nunca se recuperou da experiência. "Durante duas semanas, a minha mente e minhas mãos eram as de um louco", ele escreveu para seu discípulo Pierre Wolff. "Prático quatro a cinco horas por dia ... Se eu não enlouquecer, você vai encontrar em mim um verdadeiro artista. Deus, quanto sofrimento e miséria, tanta agonia nessas quatro cordas!"

A magia pura de Paganini, o acrobata músico, deixou Liszt sem fôlego e o levou-o a desejar ser o Paganini do teclado. Mergulhou nos 24 Caprichos do italiano e, em 1838, apresentou a transcrição de cinco deles como Transcendental Etudes d'après Paganini. "Intocáveis", é o adjetivo mais suave que lhes foi atribuído. Intocáveis eram, de facto, pelo menos na sua primeira versão. Liszt realizou duas versões destes estudos, a primeira no mesmo ano de 1838, e a segunda e última em 1851, um ano antes de escrever uma das maiores obras já compostas para o piano: a Sonata em Si menor.

A versão 1851, que é a mais comum hoje, foi intitulada Grandes Études de Paganini. Além das cinco transcrições dos Caprichos, a série incluia uma transcrição do segundo movimento do Concerto para Violino em Si menor do genovês: La Campanella. A transcrição para piano é em Sol # menor.

Para os mais curiosos, este documentário fascinante sobre a figura de Paganini

"Paganini's Daemon : A Most Enduring Legend". Vale a pena!

Six Épigraphes Antigues - Debussy (II)

Aproveito esta mensagem para deixar a apresentação de slides do Luís Duarte, sobre esta peça de Debussy. Podem ouvir novamente a música e ler a partitura neste post publicado no dia 28/10/09.
Six Epigraphes Antiques_Debussy