Para aqueles que possam ter perdido a apresentação de Sofia Brito sobre a Sinfonia Fantástica de Berlioz, fica aqui o suporte em PP (estes slides contém mais texto, para suprir a falta da apresentadora!).
Infelizmente, as ligações aos excertos não funcionam sem o CD, mas quem quiser ouvir não terá problema...Gravações desta obra não faltam!
Deixo o suporte gráfico que Fernando Rodrigues utilizou para a sua sessão sobre a transição entre o Bebop e o jazz modal. Se desejam o material de audio e video, é só pedir (joseparra@esma-ipp.pt)
Patrícia Costa apresentou uma sessão sobre esta interessante peça a solo, de Karl Heinz Stockhausen, In Freundschaft
Em destaque podem apreciar uma interpretação para clarinete (numa versão diferente à utilizada na sessão) enquanto visualizam o suporte digital da apresentação da Patrícia.
Para iniciar a actividade no blog para este ano acadêmico, queria mostrar aqui uma das pessoas que mais aprecio como comunicador e apresentador de música.
Bruce Adolphe, compositor, poeta, educador e divulgador, ligado ao Lincoln Center de New York é alguém que provavelmente aprenderão a apreciar.
Um filme virtual realizado e montado a partir de imagens captadas no ambiente virtual Second Life.
O tema é a música e interpretação "diabólica" de Paganini.
De interesse, para os mais curiosos, é a mesma plataforma virtual Second Life. Todo um mundo para explorar (penso que esta ligação, em forma de curtos vídeos introdutórios, captará a vossa atenção ou curiosidade).
(traduzido e adaptado do comentário no próprio site):
Susan McClary, professora de Musicologia na Universidade da Califórnia, Los Angeles, aborda a história da improvisação na música ocidental. O vídeo fala da transição para um paradigma que marca a mudança desde um modelo em que a música era 'composta', essencialmente, a partir de um sistema bastante aberto de notação simplificada, nos séculos 17 e anteriores, para um modelo mais estático, baseado num sistema de notação muito mais pormenorizado na era clássica e seguintes. Essa mudança de paradigma coincide também com o surgimento de um canon de obras, ou "repertório", noção inexistente nas décadas anteriores ao fim do século XVIII.
London Masterclasses. Direcção de orquestra, com Benjamin Zander
“You don’t cry in time”, são as palavras de Benjamim Zander para falar de rubato.
Começarei por dizer que não sou grande fã de masterclasses. Já tive experiências muito gratificantes, das quais consegui extrair maneiras novas de olhar sobre a música. Mas essas situações foram poucas, comparativamente com as muitas em que a masterclass apenas servia como um culto a personalidade do master, por vezes com resultados pedagógicos pobres, ou mesmo desastrosos para a estabilidade emocional dos alunos!
Este vídeo ilustra excelentemente as masterclasses que têm também o poder de insuflar paixão e inteligência nas pessoas. Zander tem a capacidade de transcender a música, de conectar cada som com a experiência humana, de comunicar essa experiência de forma que pode ser, ao mesmo tempo, acessível mesmo para leigos, e significativo para os profissionais.
Mas o que mais me emociona em Zander e a sua forma de comunicar e chegar ao núcleo das pessoas com quem trabalha, o para as que fala. A sua masterclass é muito mais do que uma reunião de especialistas á procura de um conhecimento superior; é, na minha opinião, uma afirmação da capacidade humana para compreender, para transcender, para projectar e para partilhar a beleza.
Estonian Philharmonic Chamber Choir & The Tallinn Chamber Orchestra
Dirigidos por Tsnu Kaljuste
Aaron Copland (1900-1990) é o mais conhecido e apreciado por algumas composições extremamente populares, que escreveu no período 1936-49, como por exemplo Appalachian Spring, Billy the Kid e Rodeo. Ele foi um dos primeiros a captar a essência da vida americana em som. Juntamente com Gershwin, Bernstein e Ives, criou a música que reflecte o mundo em que vivia.
Este documentário analisa a forma como um cidadão de Nova Yorke, russo de origem judaica, chegou a escrever uma música contagiante e acessível, que estabeleceu uma "voz" própria para a música americana.
O filme relata facetas da sua vida e carreira, utilizando filmes de arquivo e outras filmagens especiais para recordar a infância de Colpland no Brooklyn, a sua viagem a Paris entre 1921-24, onde continuou os seus estudos musicais com Nadia Boulanger, onde foi absorvido pelo ambiente de avantgarde daquelemeio cultural. Stravinsky foi também uma influência marcante no seu trabalho. No seu retorno aos Estados Unidos, demonstrou uma determinação enérgica para criar um "som" americano, que fosse capaz de expressar o optimismo e estilo directo da vida no Novo Mundo, com a sua mistura multi-racial.
O filme evoca também a vida de Copland em Nova York, como jovem e ainda obscuro compositor, numa época em que viveu com simplicidade, e trabalhou com grande disciplina, absorvendo as linguagens do jazz e do ragtime. Finalmente, chega ao seu ano de sucesso, que lhe trouxe um grau de popularidade raramente alcançado por um compositor contemporâneo clássico.
O documentário inclui excertos de entrevistas com Copland, com seu biógrafo, Howard Pollack, e com o maestro americano Hugh Wolff, um expoente da sua música. Wolff também dirige a Frankfurt Radio Symphony Orchestra em passagens de algumas das mais famosas obras do compositor, incluindo Fanfare for a Simple Man, Symphony No. 3, 12 Poems by Emily Dickinson (com a mezzo soprano Stella Doufexis), El Salon México, etc.. Aparece um excerto de um vídeo de Benny Goodman, a tocar o Concerto para Clarinete por ele encomendado ao compositor, bem como imagens de Leonard Bernstein dirigindo o Lincoln Portrait para orador e orquestra, e dança de Martha Graham para Appalachian Spring.
Um día qualquer de mercado, a música começa a soar entre as barracas de frutas e legumes. Fragmentos da Traviata de Verdi, interpretados no meio do Mercado Central de Valencia (Espanha). Os rostos dos clientes, surpreendidos com a magia da arte, nos fazem recuperar a confiança no bom gosto. O gosto pela boa fruta e legumes, o champagne, a música e a vida. Dis-frutem!
Convite aberto a todos para ouvir o nosso colega Paulo Gomes na FEUP!
Segundo as palavras do próprio Paulo:
O JAZZ POR DENTRO
15 de Dezembro 2009, às 18.30
Auditório da Faculdade de Engenharia do Porto
Entrada livre
Trata-se de uma espécie de concerto comentado, com a actuação ao vivo de cinco músicos, durante o qual chamo a atenção da plateia para alguns dos aspectos que tornaram esta música um dos géneros artísticos de maior dimensão do sec XX.
O objectivo mais importante, é demonstrar que esta não é uma música elitista e executada apenas para ouvidos conhecedores, mas sim algo de fascinante e muito facilmente apreensível.
Este projecto foi pensado para ser divulgado ao ouvinte comum.
Por isso, através duma linguagem acessível e de exemplos apresentados num ambiente descontraído e informal, o público será surpreendido pela simplicidade de uma música frequentemente considerada complexa.
Este documentário sobre a peculiar vida e música do compositor russo Alexander Scriabin(1872-1915) ilumina a compreensão da sua obra e das ideias misticas que foram a sua inspiração.
(Não se esqueçam de expandir a janela para ecrã inteiro).
Achei esta apresentação/performance de Natasha Tsakos fascinante e inspiradora. Nem consigo dizer por quê agora, mas isso não interessa.
(Podem seleccionar legendas)
Brevemente, teremos em classe uma sessão sobre esta peça de bravura, de Carissimi: o Lamento di Maria Stuarda. Maria Stuarda, ou Mary Stuart, foi a rainha dos escoceses que viria a ser decapitada no século XVI, após um longo periodo de prisão e a acusação de ter tentado assasinar a rainha Elizabeth.
À pedido do nosso colega Luís Duarte, deixo aqui a hiperligação para a página do Festival Internacional de Piano de S. Lorenzo de la Parrilla (Cuenca, Espanha), onde Luís e Lígia Madeira irão interpretar um programa de música francesa para 4 mãos, incluíndo peças de Debussy e Ravel, no dia 6 de Dezembro, às 19 horas.
Um ponto de reunião para os alunos da UC "Repertório I e II" pertencente ao Mestrado em Interpretação da ESMAE. E claro, muito mais do que isso. Para todos os curiosos sobre a música.