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22/10/10

Assembling the Ingredients



Esta é a primeira parte de uma série dedicada à compreensão dos elementos básicos da música. A conferencista e pianista Orli Shaham fala e ilustra os fundamentos da melodia. A apresentação integra a audição de cinco duos para violino de Bela Bartok, interpretados por Arnaud Sussmann e Harumi Rhodes.




21/10/10

Angela Hewitt (The Chamber Music Society)

Nesta masterclass, a eminente Angela Hewitt discute a interpretação do repertório para tecla de Bach com um grupo de estudantes de piano.



Master Class with Angela Hewitt from The Chamber Music Society on Vimeo.

14/10/10

Inside Chamber Music com Bruce Adolphe: Claude Debussy: Languorous Ecstasy



Para iniciar a actividade no blog para este ano acadêmico, queria mostrar aqui uma das pessoas que mais aprecio como comunicador e apresentador de música.

Bruce Adolphe, compositor, poeta, educador e divulgador, ligado ao Lincoln Center de New York é alguém que provavelmente aprenderão a apreciar.




Inside Chamber Music with Bruce Adolphe: Claude Debussy: Languorous Ecstasy from The Chamber Music Society on Vimeo.

26/03/10

Afinal Paganini está vivo...



Um filme virtual realizado e montado a partir de imagens captadas no ambiente virtual Second Life.
O tema é a música e interpretação "diabólica" de Paganini.
De interesse, para os mais curiosos, é a mesma plataforma virtual Second Life. Todo um mundo para explorar (penso que esta ligação, em forma de curtos vídeos introdutórios, captará a vossa atenção ou curiosidade).

03/03/10

Auto-expressão através da improvisação

Um convite para todos!


Do Improviso ao Repertório

(traduzido e adaptado do comentário no próprio site):


Susan McClary, professora de Musicologia na Universidade da Califórnia, Los Angeles, aborda a história da improvisação na música ocidental. O vídeo fala da transição para um paradigma que marca a mudança desde um modelo em que a música era 'composta', essencialmente, a partir de um sistema bastante aberto de notação simplificada, nos séculos 17 e anteriores, para um modelo mais estático, baseado num sistema de notação muito mais pormenorizado na era clássica e seguintes. Essa mudança de paradigma coincide também com o surgimento de um canon de obras, ou "repertório", noção inexistente nas décadas anteriores ao fim do século XVIII.


22/02/10

Aaron Copland

(Adaptado das notas ao programa)

Aaron Copland, Fanfare for America

Estonian Philharmonic Chamber Choir & The Tallinn Chamber Orchestra

Dirigidos por Tsnu Kaljuste

Aaron Copland (1900-1990) é o mais conhecido e apreciado por algumas composições extremamente populares, que escreveu no período 1936-49, como por exemplo Appalachian Spring, Billy the Kid e Rodeo. Ele foi um dos primeiros a captar a essência da vida americana em som. Juntamente com Gershwin, Bernstein e Ives,  criou a música que reflecte o mundo em que vivia.

Este documentário analisa a forma como um cidadão de Nova Yorke, russo de origem judaica, chegou a escrever uma música contagiante e acessível, que estabeleceu uma "voz" própria para a música americana.

O filme relata facetas da sua vida e carreira, utilizando filmes de arquivo e outras filmagens especiais para recordar a infância de Colpland no Brooklyn, a sua viagem a Paris entre 1921-24, onde continuou os seus estudos musicais com Nadia Boulanger, onde foi absorvido pelo ambiente de avantgarde daquele meio cultural. Stravinsky foi também uma influência marcante no seu trabalho. No seu retorno aos Estados Unidos, demonstrou uma determinação enérgica para criar um "som" americano, que fosse capaz de expressar o optimismo e estilo directo da vida no Novo Mundo, com a sua mistura multi-racial.

O filme evoca também a vida de Copland em Nova York, como jovem e ainda obscuro compositor, numa época em que viveu com simplicidade, e trabalhou com grande disciplina, absorvendo as linguagens do jazz e do ragtime. Finalmente, chega ao seu ano de sucesso, que lhe trouxe um grau de popularidade raramente alcançado por um compositor contemporâneo clássico.

O documentário inclui excertos de entrevistas com Copland, com seu biógrafo, Howard Pollack, e com o maestro americano Hugh Wolff, um expoente da sua música. Wolff também dirige a Frankfurt Radio Symphony Orchestra em passagens de algumas das mais famosas obras do compositor, incluindo Fanfare for a Simple Man, Symphony No. 3, 12 Poems by Emily Dickinson (com a mezzo soprano Stella Doufexis), El Salon México, etc.. Aparece um excerto de um vídeo de Benny Goodman, a tocar o Concerto para Clarinete por ele encomendado ao compositor, bem como imagens de Leonard Bernstein dirigindo o  Lincoln Portrait para orador e orquestra, e dança de Martha Graham para Appalachian Spring.






28/12/09

Eles gostavam de ópera mas não sabiam!

Traduzido do site www.esoqueseconocecomolaopera.com

Um día qualquer de mercado, a música começa a soar entre as barracas de frutas e legumes. Fragmentos da Traviata de Verdi, interpretados no meio do Mercado Central de Valencia (Espanha). Os rostos dos clientes, surpreendidos com a magia da arte, nos fazem recuperar a confiança no bom gosto. O gosto pela boa fruta e legumes, o champagne, a música e a vida. Dis-frutem!

17/12/09

Bobby McFerrin fala de música e cultura

Resulta que Bobby McFerrin fala tão bem como canta...Nesta pequena intervenção, McFerrin fala do conceito de música em Africa, onde a arte não é identificada com peças concretas, nem com repertórios, mas sim está integrada na própria vida, de formas difíceis de compreender para um ocidental...
E no entanto, será bom fazermos o esforço de perceber...

Ver vídeo


My friend Yo-Yo Ma, when we first met, we were very, very interested in each other’s music. I was starting to work on conducting, and he was very interested in improvisation. So we had many, many conversations about this. And he knew that he had to do something for his music-making, that had something that would take him to a deeper place in himself. And so after a few years of talking about this, he went to Africa and he went to Botswana, he went to not a town but sort of out in a village somewhere. Lots and lots and lots of music-making and what have you. But in the beginning, there’s two stories that defined and shaped my musical life ever since I had heard them. “Well,” I thought “I have to make music like that.”
The first story is where when he arrived in this village, there was an interpreter who was trying to explain to the villagers that Yo-Yo Ma was going to play a concert at 7:30 at this place somewhere. And they had a hard time comprehending this for two reasons. One, they didn’t understand why they had to wait to hear music. Why did we have to wait to hear him play? And why do we have to leave where we are to go somewhere else to hear it. Because music was so integrated in their life. They had no concept of performance because music was so much a part of their lives, that there was no such thing as it. People were simply getting together and playing and they were celebrating everything. They were celebrating life, birth, harvest, hunting, you know, everything. So this I thought, “Okay I want to be the kind of musician where music is with me whether I’m on stage or not.” And when I’m on stage there’s nothing different except maybe the space. But what I’ve taken on stage with me is the same, it’s not different, it’s just being myself, the same self that I am just when I’m just getting out of bed in the morning, It’s the same musical self that I take with me on stage.
The second story is this: when Yo-Yo wanted to leave, when it was time to go—he’d been there for a couple of weeks, I think—he wanted to take some music with him to remind him about the experience. And the village shaman shared one of the village songs, and Yo Yo took out his manuscript so he could write it down. And the shaman is saying (singing notes) and Yo-Yo said, “Stop, I need to write this down.” So he writes it down. And he says, “Play it again, I want to make sure I got this right.” And the shaman sings (sings notes). And Yo Yo is saying But that’s not the piece you sang before. The shaman laughed and said “The first time I sang it there was a herd of antelope in the distance and a cloud was passing over the sun.” So this is the part that we lost. Every time a piece of music is played, one time there is a herd of antelope, and one time there’s not. And we turn in these cookie-cutter performances. Everything is so laid down and regimented and locked-in and so rehearsed, that they squeeze the life out of it. It no longer has any life in it because no one is open to surprise, no one is open to any spontaneous event that can happen. Everything is just dictated, and this is the way it’s gonna be. I think that’s the part that we’ve lost.

22/11/09

Bobby McFerrin e o poder da escala pentatónica

Vejam só...

Sem PowerPoint, e sem palavras ... Apenas três minutos, e foi suficiente para uma experiência que os presentes não esquecerão facilmente...

18/11/09

Aprender, sim, mas com ferramentas!

Ferramentas para aprender? Ufff!! Soa muito eduquês, já sei, mas desta vez até pode valer a pena. São 100 aplicações ou ideias ligadas ao mundo da tecnologia digital, e que servem como plataforma para comunicar, expressar, criar, pesquisar, armazenar, organizar, etc.
Encontrarão utensílios uteis para coisas como mind mapping, gravação, captura de imagem e vídeo, brain storming, teleconferencing, apresentação, gestão de documentos, etc. Por exemplo, se algum leitor não sabe exactamente o que é o mind mapping, parabéns! Afinal, sempre temos coisas para aprender!
Eu apliquei-me, e posso dizer que aprendi não 100 maneiras de aprender, mas sim pelo menos trinta e tantas das quais nem tinha ouvido falar, a maior parte gratuitas e muito accesíveis para alguém "pouco evoluído" tecnologicamente, como eu!
Algumas achei fascinantes, e muito relevantes para investigadores e apresentadores como nós. Já apresentarei alguma no blog, mas entre tanto fiquem com o saborzinho. O suporte é uma dessas tecnologias, slideshare, muito comum nas redes sociais, que permite, de forma simples, combinar informação gráfica, vídeo, hiperligações e som numa janelinha que pode ser mostrada numa web o blog.

Aula aberta de Introdução à Metodologia Científica

Aula aberta de Introdução à Metodologia Científica

Sexta –feira dia 20 de Novembro (10h30m – 11h40m)

“Música, Educação Artística e Interculturalidade: A alma da arte na descoberta do outro”


Maria do Rosário Sousa (Universidade Aberta)

21/10/08

Publicidade da Zürich Chamber Orchestra

Não é tão frequente encontrar nos media manifestações que projectem a ideia da música clássica como uma experiência excitante.

A Orquestra de Câmara de Zurique teve essa visão.

Encontrada no blog "El espía de Malher", do colega bloguista Jordi Cos, apresento esta bonita metáfora da notação musical como a delirante experiência duma viagem na montanha russa. Notem que a carruagem circula efectivamente pela pauta que está a ser ouvida, com uma perfeita sincronia.