06/11/09

Jazz Perspectives (revista)


Para os nossos caros colegas jazzistas/investigadores, e todos os interessados em geral, apresento esta publicação académica, JAZZ PERSPECTIVES, cujos números desde o ano 2007 podem ser consultados na base de dados EBSCO.

Até produziram um vídeo para aumentar a sua visibilidade.

Extraído, e livremente traduzido, do site da revista:

Como revista acadêmica com um prestigiado conselho editorial internacional de estudiosos de jazz, Jazz Perspectives proporciona um fórum amplo para promover o diálogo acadêmico disciplinar entre toda a comunidade acadêmica do jazz. Nossa missão é estimular o estudo internacional e a valorização do rico legado do jazz, e das suas muitas tangentes musicais e culturais, tanto do passado como do presente. A revista serve de ponte entre o jazz como música e o jazz como cultura partilhada e os estudos de jazz contemporâneo. Também, para promover uma perspectiva internacional mais abrangente da tradição do jazz e do seu legado. As páginas da revista são dedicadas a todos os aspectos - e todas as abordagens - do jazz. A revista é uma plataforma aberta para a investigação histórica, análise de músicas, e dos estudos culturais. Inclúi ainda análises e ensaios significativos sobre literatura recente e novas gravações e mídia.
www.tandf.co.uk/journals/jazz

We also loves you, Porgy!

Uma próxima apresentação no dia 20 de Novembro, irá introduzir alguma informação sobre a tradição jazzistica, nomeadamente o conceito de "canon" ou repertório dentro de uma actividade que é caracterizada pela transformação do material de origem através da prática da improvisação. Que define um standard? Existe tradição notacional? Que parâmetros musicais são transmitidos pela notação abreviada ou leadsheet? Quais são as estratégias de preparação dos músicos de jazz para o palco?
A apresentação de Paulo Gomes usará como foco e exemplo a maravilhosa I loves you Porgy de G. Gershwin, da ópera Porgy & Bess, obra que bem representa a confluência de estilos e tradições musicais - falo do jazz e a chamada "música clássica" - aparentemente separados por um abismo cultural, e no entanto, tão próximos nas suas fontes e matérias primas (o som, os acordes tríades, a tonalidade, a forma, etc.)

I Loves You Porgy

Deixo aqui dois vídeos que têm I loves you Porgy como ponto de partida.
Para abrir o apetite, e tirado de um concerto em directo de Keith Jarrett, o primeiro vídeo mostra, na minha opinião, a capacidade imensa de reelaboração deste músico extraordinário. A reharmonização surpreendente, que ilumina cantinhos da canção que julgávamos conhecer bem; o tratamento contrapuntístico, que nos leva a um mundo distante da canção original, e no entanto surge organica e naturalmente dela; a forma ingénua como ele usa a melodia da parte central como introdução...
(sim, já sei que a experiência de alguns ficará estragada pelas caretas e contorsões corporais de Jarrett; eu tento ouvir e não olhar muito para ele!)


O segundo, tirado do site de Dough Mackenzie, ilustra com ajuda da notação automática e a análise "em tempo real", a música que se va ouvindo.

05/11/09

O. MESSIAEN: Le Merle Noir

Olivier Messiaen é uma das figuras mais influentes na música do século XX. Embora a sua música não fosse bem recebida nos seus começos, acabou por ganhar o respeito internacional e conseguiu impor uma linguagem musical vincadamente pessoal, emocional e impregnada por uma religiosidade profunda. Esta linguagem é alimentada por diversas fontes , com um interesse na natureza que resulta evidente nos Oiseaux exotiques e no Catalogue d'Oiseaux. Paralelamente, desenvolveu uma forma de serialismo que foi diversamente interpretada. Le merle noir, para flauta e piano, foi escrita em 1951 como um morceau de concours para o Conservatório de Paris. A sua inspiração deriva do canto dos pássaros.


Uma próxima apresentação terá como objecto esta emblemática peça do repertório de flauta e piano. Proponho uma audição/leitura para aproveitarmos melhor a sessão (notem que a peça começa no minuto 0'44").



messiaen-merle-noir


Esta partitura está sob direitos de autor. A partitura é apenas apresentada como guia da audição. A descarga e impressão estão desactivados.

31/10/09

Rir com musicalidade

Literalmente, sem palavras, mas (espero) com muitos risos...





28/10/09

Six Épigraphes Antiques (C. Debussy)

Deixo aqui um convite para ouvir/ler esta bonita peça de Debussy, que será proximamente objecto de uma apresentação em classe.

Podem visualizar a partitura e ouvir cada um dos 6 Epigraphes numa janela separada de vídeo

Para ver a apresentação de slides utilizada na apresentação, fazer clic aqui

SCORE Debussy SixEpigraphesAntiques4hds











Debussy e Feux d'artifice


O primeiro volume dos Préludes foi composto apenas em dois meses (entre o início de Dezembro de 1909 e início de Fevereiro de 1910).

Feux d'artifice, o prelúdio com que Debussy conclui os seus dois volumes de Prelúdios, é notável, não tanto pelas suas inovações e efeitos de pirotecnia, como pelo carácter visionário e a sua antecipação dos estilos de composição do futuro. Feux d'artifice pode ser descrito como uma composição totalmente atonal, porque a sua estrutura harmónica carece de qualquer ponto de referência tonal coerente. A impressão de novidade é ainda reforçada pelo carácter fragmentado de sua forma e material temático.

Apresento neste vídeo uma breve análise e performance de Feux d'artifice. Podem visualizar paralelamente a partitura (é preciso descer até a página 66 do Cahier II completo).






25/10/09

Partitura viva!

Este vídeo foi realizado com a técnica de animação stop motion (que trabalheira!). A música é de Aaron Copland, do Ballet Rodeo (1942). A autora é Eleanor Stewart e este é o seu projecto final na Glasgow School of Art.


Hoedown from Rodeo from Eleanor Stewart on Vimeo.

Para além da partitura, com a Chicago Symphony Orquestra

Este é o vídeo de apresentação do programa Beyond the Score, da Chicago Symphony Orquestra. Nele os responsáveis pelo programa oferecem dinamicamente uma ideia do que pode ser visto na série, incluíndo referencias ao Concerto 27 de Mozart, A Sagração da Primavera, The Miracolous Mandarin, Sinfonia 4 de Shostakovitch, etc.

O vídeo contém imagens de alguns dos espectáculos produzidos no Chicago Symphony Hall. Neles, a música apresentada é sublinhada com imagens, comentário de narradores e dramatizações, na tentativa de tornar a música mais próxima do público. Vejam este "resumo" de 7 minutos e provavelmente ficarão com vontade de mais...

A Odisseia Musical de Luciano Berio

Sequenza 7 de Luciano Berio


A New York Philarmonic disponibiliza online alguns interessantes capítulos temáticos, que servem como preparação para a audição viva das peças programadas nos seus concertos.

Destaco aqui uma panorâmica multimédia sobre Luciano Berio, LB's Musical Odyssey, que junta excertos da sua música, vídeo, informação biográfica, comentários sobre as peças, entrevistas com os músicos da orquestra, etc.

O conjunto está estruturado em diversas secções que incluem as Sequenzas, as Folk Songs, Rendering para orquestra, e a Sinfonia para 8 vozes e orquestra.
NB - Procurem o enlace fazendo scroll até metade da página, e boa odisseia!

http://nyphil.org/education/insightsSeries.cfm

21/10/09

Fuga nº. 9: Mi M. (O Cravo bem Temperado, Livro I)

Abrindo caminho para algumas apresentações futuras na classe, sobre o tema do contraponto e da forma prelúdio e fuga, peço a vossa atenção para este interessante trabalho de Timothy A. Smith. Integrando sabiamente áudio, animação e comentário (podem optar pela tradução portuguesa), visita a maior parte dos prelúdio e fugas do Cravo bem Temperado com uma perspectiva sempre nova.

Nesta discussão da Fuga nº 9 em Mi M, do Livro I, relaciona a geração do tecido contrapuntístico com algumas ideias e processos da ciência genética. Na minha opinião, é um excelente, conciso e bem argumentado comentário sobre uma peça de repertório.
A explicação completa, também em versão portuguesa, pode ser lida em formato pdf no URL http://jan.ucc.nau.edu/~tas3/wtc/i09.html#movie

Esta ligação é apenas para a fuga em causa, mas recomendo uma visita ao site, também.

Fugue No. 9: E Major (Well-Tempered Clavier Book I)

20/10/09

Nascida do medo: a 5ª sinfonia de Dimitri Shostakovich




“I think it is clear to everyone what happens in the Fifth. The rejoicing is forced, created under threatIt’s as if someone were beating you with a stick and saying, ‘Your business is rejoicing, your business is rejoicing…”
— palavras atribuídas a Shostakovich muitos anos depois de ter escrito a sua 5ª sinfonia

Rússia, 1937: no momento mais dramático do poder stalinista, o Partido Comunista denunciou as obras mais recentes de Dmitri Shostakovich. Temendo pela vida, o jovem compositor escreveu uma sinfonia que terminava com uma marcha vibrante. Para muitos, este final soou falso, oco. Ainda hoje, é questão de debate aquilo que Shostakovich queria dizer. A sinfonia foi criada para celebrar o regime de Stalin? Será que ela contem mensagens escondidas protestando contra o próprio sistema que parecia apoiar? (traduzido livremente do site Keeping Score)

Mais uma apresentação do excelente programa Keeping Score, patrocinado e apresentado pelo Michael Tilson Thomas e a Orquestra Sinfónica de S. Francisco.

Nascida do medo: a 5ª sinfonia de Dimitri Shostakovich


Uma exploração multimédia duma das mais célebres sinfonias de Shostakovich .

Masterclasses de Contrabaixo e Flauta na ESMAE

Masterclasse de Contrabaixo Dan Styffe 2009


ESMAE Materclasse Flauta_